Medidas municipais para reduzir riscos e acelerar resposta
A Câmara Municipal de Viana do Castelo anunciou um conjunto de ações de vigilância florestal que vão decorrer nas áreas rurais consideradas críticas durante a época de maior risco de incêndio. O objectivo é dissuadir comportamentos de risco, reduzir o tempo de detecção de ocorrências e melhorar a capacidade de resposta no terreno.
Entre as iniciativas aprovadas estão protocolos e contratos com várias entidades locais que permitem presença regular em pontos sensíveis do concelho. A coordenação operacional será feita em articulação com a GNR, entidade com competência para a coordenação da vigilância.
"A vigilância constitui um importante complemento aos meios tradicionais de vigilância, permitindo uma maior proximidade ao território, facilidade de acesso a determinadas zonas florestais e uma presença dissuasora e pedagógica junto da população."
Onde e quando decorrem as ações
O plano municipal inclui ações distribuídas por diferentes locais e períodos, alguns já com datas definidas. As parcerias visam tirar partido da proximidade das juntas e de organizações locais para garantir coordenação e execução em sítios de maior vulnerabilidade.
- Vigilância na Serra de Santa Luzia e área envolvente: protocolo em vigor de 1 de junho a 30 de setembro, com possibilidade de prorrogação consoante as condições meteorológicas.
- Vigilância em São Silvestre (Cardielos), Santa Luzia e Senhora do Crasto (Deocriste): protocolo com a Junta Regional do Corpo Nacional de Escutas, de 15 de julho a 15 de setembro.
- Ações de vigilância móvel e sensibilização no Monte de Roques: contrato interadministrativo com a Freguesia de Vila de Punhe, previsto entre 8 de julho e 15 de setembro, com flexibilidade para outros períodos se necessário.
| Área | Entidade parceira | Período |
|---|---|---|
| Serra de Santa Luzia | Escola dos Serviços | 1 jun – 30 set |
| São Silvestre / Santa Luzia / Senhora do Crasto | Junta Regional do CNE | 15 jul – 15 set |
| Monte de Roques | Freguesia de Vila de Punhe | 8 jul – 15 set |
Para além da presença dissuasora, as ações previstas incluem atividades de sensibilização junto das populações locais, com objetivo pedagógico: alertar para condutas de risco, esclarecer sobre medidas preventivas e facilitar denúncia ou comunicação de incidentes.
Segundo o executivo municipal, a opção por delegar tarefas e estabelecer parcerias responde à necessidade de reforçar meios no território, sobretudo em locais de difícil acesso onde a proximidade de quem conhece a região torna a vigilância mais eficaz. A autarquia defende que estas ações complementam os meios tradicionais e permitem reacções mais rápidas em situações iniciais.
O reforço da vigilância implica também uma coordenação contínua com forças de segurança e entidades operacionais. Para os habitantes das áreas abrangidas, isto traduz-se em maior presença no terreno e em campanhas de esclarecimento que serão desenvolvidas ao longo do período crítico.
Os munícipes são chamados a manter uma atitude vigilante e a cumprir as regras de segurança em matas e terrenos agrícolas, sobretudo durante os períodos de maior risco meteorológico, para que a estratégia de prevenção e deteção precoce seja eficaz.