O Castelo de Leiria volta a acolher o festival ÁGORA entre os dias 18 e 20 de setembro, numa programação que reúne música, performance, instalações e iniciativas de carácter comunitário. A proposta do evento é repensar a relação com o espaço patrimonial, convertendo muralhas e pedras históricas em locais de escuta e partilha.
Um encontro entre património e criação contemporânea
Ao decorrer de três dias, o ÁGORA propõe uma abordagem intimista onde a palavra, a música e a performance convivem com o silêncio e a contemplação. A iniciativa assume o gesto simbólico de transformar um lugar de defesa numa arena de encontro cultural, onde a fruição colectiva contrasta com a memória marcante das pedras e das estruturas medievais.
Entre os nomes confirmados destacam‑se Asmâa Hamzaoui & Bnat Timbouktou, representantes da tradição Gnawa marroquina; a artista palestiniana Israa Shalaby, conhecida por performances de forte carga espiritual; a compositora belga Margaret Hermant, que combina harpa, electrónica e silêncio; a banda PAUS, que apresenta o disco Enterro; o duo Rita Silva & Mbye Ebrima; o projecto Manto Azul de Haydn Douet Lukies e Afonso Simões; e el djinn الجن, com a obra mā tmutish, que integra vozes palestinianas e memória.
- Local: Castelo de Leiria
- Datas: 18 a 20 de setembro
- Programação: concertos, performance, instalações e oficinas
- Iniciativa comunitária: piquenique Partir Pão, Partir Pedra nas Varandas do Castelo
Para além dos espetáculos, o ÁGORA estende‑se à dimensão comunitária com um convite a partilhas informais: o piquenique Partir Pão, Partir Pedra convida o público a levar alimentos para uma mesa comum, reforçando a ideia de encontro e pertença que orienta a programação.
| Dia | Enfoque |
|---|---|
| 18 de setembro | Início com encontros e performances de abertura |
| 19 de setembro | Concertos e instalações |
| 20 de setembro | Oficinas e encerramento com propostas sonoras |
O formato do festival privilegia momentos de proximidade e de escuta, alternando instantes de luz e sombra, celebração e silêncio. Esta edição propõe‑se a ser uma travessia onde a criação contemporânea dialoga com a história do lugar e com a comunidade local.
Para os habitantes de Leiria e visitantes, o ÁGORA representa uma oportunidade de viver o Castelo de forma diversa: não apenas como monumento, mas como plataforma de experimentação artística e de convívio. A programação promete contemplar diferentes públicos, desde os apreciadores de música tradicional e eletrónica até aos interessados em práticas performativas e em experiências imersivas.