Nova gestão visa consolidar espaço para retiros e formação no Alentejo
A Arquidiocese de Évora e a Associação Mater Dei acordaram a transferência da responsabilidade pela gestão diária da Casa de Oração São João Paulo II, situada na Quinta de São João, na freguesia de São Vicente e Ventosa (Elvas). A decisão resulta de uma reunião entre o arcebispo D. Francisco Senra Coelho e representantes da Associação, que também envolverá a Fundação António Gonçalves (proprietária do complexo).
Ficou definido que a Associação Mater Dei, constituída pelos ramos masculino e feminino conhecidos como Pequenos e Pequenas Filhas da Mãe de Deus, irá nomear elementos responsáveis pela coordenação da casa. A Fundação António Gonçalves manterá acompanhamento da gestão patrimonial, com o engenheiro Carlos Santana a acompanhar as necessidades técnicas.
“a condução quotidiana da Quinta de São João fica confiada à Associação Mater Dei”
O objetivo declarado pela diocese é afirmar a Quinta de São João como um referente regional para retiros espirituais, encontros pastorais e ações de formação. Nesse âmbito foram enumeradas intervenções prioritárias: levantamento das obras e melhorias necessárias para reforçar a qualidade do acolhimento, e identificação de equipamentos a adquirir para modernizar o funcionamento do espaço.
Entre as decisões acordadas está também a elaboração de um regulamento interno que deverá formalizar horários, modos de reserva e regras de funcionamento da casa de oração. Fonte da Arquidiocese adianta que a programação já se encontra muito preenchida, o que reforça a necessidade de clarificar processos e garantir a sustentabilidade das atividades.
- Coordenação diária entregue à Associação Mater Dei;
- Fundação António Gonçalves assegura acompanhamento patrimonial e técnico;
- Elaboração de regulamento interno e definição das prioridades de intervenção;
- Agenda de actividades praticamente preenchida até meados de dezembro e forte procura a partir de outubro.
Para os habitantes e grupos religiosos do concelho de Elvas e arredores, a mudança traduz-se num esforço para tornar mais previsível e organizado o acesso a um espaço que serve retiros, formação e encontros pastorais. A crescente procura, referida pela Arquidiocese, aponta para um reforço do papel da Quinta de São João nas rotinas das paróquias e movimentos religiosos da região.
Do ponto de vista prático, a medida deverá facilitar a resposta às solicitações já existentes — finanças, manutenção e logística serão tratadas em coordenação entre a Associação e a Fundação —, ao mesmo tempo que se prepara um enquadramento normativo que regule o uso do espaço por diferentes grupos. Para quem utiliza a casa de oração, as medidas significam maior clareza sobre reservas e condições de acolhimento.
| Período | Estado |
|---|---|
| Até meados de dezembro | Agenda praticamente preenchida |
| A partir de outubro | Fim de semana totalmente preenchidos |
A concretização das obras e a aquisição de equipamento foram apontadas como prioridades imediatas. O acompanhamento técnico por parte da Fundação António Gonçalves, através do engenheiro identificado, permitirá uma avaliação das intervenções necessárias sem que a gestão diária deixe de se focar nas atividades pastorais e formativas.
Em termos de impacto local, a formalização desta parceria deverá reforçar a oferta de espaços de retiro no distrito de Évora e contribuir para a organização das iniciativas previstas pelas unidades pastorais, nomeadamente as de Santa Eulália e de Estremoz, com as quais a Associação Mater Dei já colabora.
A Arquidiocese e a Associação não divulgaram um calendário completo de intervenções nem prazos finais para as obras, mas a confirmação de uma agenda cheia e a intenção de regulamentar o funcionamento apontam para uma gestão mais estruturada e previsível da Casa de Oração São João Paulo II.