Obra com grande investimento e impacto na circulação da cidade
A construção da Variante Nascente de Évora, integrada no Itinerário Principal 2 (IP2), encontra‑se numa fase final e poderá ficar concluída antes do prazo oficial. Apesar do portal das Infraestruturas de Portugal (IP) indicar o término da empreitada no terceiro trimestre de 2026, fontes do sector indicam que estão a ser intensificados os esforços para que a nova ligação esteja pronta já no final de agosto.
Trata‑se do maior investimento da IP no Alentejo ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com um montante total de €54,9 milhões. A intervenção prevê a construção de uma variante com cerca de 12,8 quilómetros em perfil de dupla faixa de rodagem (2×2), concebida para criar uma alternativa ao atual traçado do IP2 que atravessa a cidade de Évora.
A nova via inicia‑se no Nó de Évora Nascente da A6/IP7, imediatamente após a praça de portagem, e termina na ligação ao atual IP2, na zona de São Manços. Ao longo do percurso estão previstos três nós de ligação à rede viária existente e um conjunto significativo de estruturas de engenharia, incluindo oito passagens superiores — duas sobre linhas ferroviárias —, uma passagem agrícola e dois viadutos.
- Extensão: aprox. 12,8 km
- Investimento: €54,9 milhões (PRR)
- Perfil: 2×2 vias, separador central relvado, bermas pavimentadas
- Nós previstos: Vale de Figueiras, Fonte Boa do Degebe e rotunda de ligação à EN18
A infraestrutura foi desenhada para aumentar a capacidade de circulação, reduzir os constrangimentos no traçado urbano do IP2 e melhorar as condições de segurança rodoviária. Para a população de Évora, a operação da variante deverá significar menos tráfego pesado no interior da cidade e maior fluidez nas ligações entre a A6/IP7 e a rede viária local.
O projeto teve um percurso longo: os trabalhos iniciados no âmbito da antiga subconcessão do Baixo Alentejo foram suspensos em 2011, na sequência da crise financeira, deixando no local estruturas incompletas, como terraplanagens e viadutos. A recuperação da obra foi possível graças ao financiamento pelo PRR e a consignação da empreitada foi formalizada em julho de 2024, retomando intervenções que estiveram interrompidas por cerca de 13 anos.
Para os habitantes e empresários eborenses, a antecipaçao da conclusão para agosto pode significar alterações imediatas na distribuição do tráfego e nos tempos de deslocação. Será necessário que as câmaras e serviços municipais ajustem a sinalização, a fiscalização e a gestão de acessos locais para integrar a nova via na rede urbana sem criar pontos de conflito com as estradas já existentes.
Consequências práticas e próximos passos
Para além da abertura ao trânsito, seguem‑se operações técnicas e administrativas essenciais: receção provisória da obra por parte da Infraestruturas de Portugal, ensaios finais nas estruturas, definição das medidas de integração com a via municipal e eventuais condicionamentos temporários durante a fase de transição. A programação exacta das cerimónias ou inaugurações oficiais dependerá da confirmação formal da data de conclusão por parte da IP.
| Indicador | Dados |
|---|---|
| Extensão | 12,8 km |
| Investimento | €54,9 milhões |
| Estado anterior | Obra suspensa desde 2011; consignação em julho de 2024 |
| Prazo oficial | 3.º trimestre de 2026 (portal IP) |
A abertura antecipada, caso confirmada para o final de agosto, será um marco significativo no contexto da mobilidade em Évora. A comunidade local acompanhará de perto os desenvolvimentos, especialmente no que toca aos acessos municipais e ao impacto sobre o tráfego urbano e o comércio local.