Fiscalização revelou falhas nos sistemas de controlo e higiene
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) decidiu suspender a atividade de dois estabelecimentos de restauração e da zona de refeições comum do centro comercial Évora Plaza, na sequência de uma operação de fiscalização realizada na passada quinta‑feira. A intervenção, dirigida a verificar o cumprimento das normas aplicáveis a espaços de restauração em centros comerciais, detetou múltiplas irregularidades que comprometem os requisitos de higiene exigidos por lei.
Durante a ação foram fiscalizados sete operadores económicos, tendo a ASAE identificado infrações que incluem a «violação dos deveres gerais da entidade exploradora», o «incumprimento dos requisitos gerais de higiene» e a «deficiente implementação de sistema de análise de perigos e controlo de pontos críticos».
«Face às infrações constatadas, foi determinada a suspensão de atividade de dois dos estabelecimentos de restauração e bebidas, bem como da zona de refeições comum, por falta de requisitos de higiene».
Aquela autoridade informou ainda a instauração de quatro processos de contraordenação no âmbito desta operação. As medidas aplicadas visam proteger a segurança alimentar dos consumidores e obrigar à regularização das práticas identificadas como inadequadas.
- Operadores fiscalizados: 7
- Suspensões de atividade: 2
- Processos de contraordenação instaurados: 4
- Zona de refeições comum: reabertura registada
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Operadores fiscalizados | 7 |
| Estabelecimentos suspensos | 2 |
| Processos instaurados | 4 |
Segundo apurou esta redação, a zona comum de refeições voltou a abrir ainda no dia da fiscalização. Um dos restaurantes que havia sido suspenso já retomou a atividade, estando o outro, ao que é dado a conhecer, ainda encerrado no momento da notícia. A ASAE sublinha que a ação teve como objetivo a verificação do cumprimento das normas legais aplicáveis aos estabelecimentos de restauração e às zonas de refeições em espaços comerciais.
Para os frequentadores do Évora Plaza, a intervenção traduz‑se numa garantia de que as entidades reguladoras estão atentas e agem quando são detetadas deficiências que podem pôr em risco a saúde pública. Para os operadores, as medidas significam a necessidade de proceder a correções imediatas nos sistemas de higiene, na documentação de avaliação de perigos e no controlo de pontos críticos.
Os clientes que tenham consumido refeições nos estabelecimentos alvo da fiscalização nos dias anteriores à ação podem acompanhar comunicações oficiais da ASAE e do próprio centro comercial sobre eventuais recomendações. Sempre que existam dúvidas sobre a segurança de produtos alimentares consumidos, a entidade pública responsável deve ser contactada para esclarecimento e orientação.