Uma criança com dois meses de idade, domiciliada na freguesia do Bunheiro, no concelho da Murtosa, deu entrada no Hospital de Aveiro no dia 9 de junho com lesões graves que levantaram suspeitas de maus-tratos. A ocorrência motivou a instauração de um inquérito-crime pela Polícia Judiciária de Aveiro e a intervenção da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da área de residência.
Percurso clínico e sinais detetados
Ao chegar ao serviço de urgência, a menina apresentava um traumatismo cranio‑encefálico e fraturas no antebraço, entre outras lesões que suscitaram preocupação aos profissionais de saúde. Após avaliação inicial, foi transferida para unidades hospitalares em Coimbra, onde foram efetuados exames radiológicos ao corpo inteiro, que identificaram também lesões antigas compatíveis com episódios anteriores de violência.
Os registos clínicos indicam ainda que a bebé já havia sido assistida naquela unidade aveirense em maio, por mordeduras no corpo, informação que contribuiu para a solicitação de averiguações formais por parte das autoridades competentes.
- Data da admissão em Aveiro: 9 de junho.
- Transferência para Coimbra para aprofundamento de exames.
- Regresso à Unidade de Aveiro a 2 de julho, permanecendo internada sob cuidados médicos.
Estado atual e procedimentos sociais
Após os tratamentos em Coimbra, a lactente regressou a Aveiro no início de julho e está, segundo fontes hospitalares, em estado considerado estável. O caso aguarda agora uma resolução de natureza social: o regresso domiciliário só será ponderado se os inquéritos médico‑legais e as avaliações sociais concluírem pela inexistência de risco de negligência ou agressão.
Na família residem ainda duas crianças, com idades indicadas de dois e quatro anos. Os procedimentos adotados obedecem aos protocolos nacionais para situações em que há suspeita de violência contra menores, envolvendo coordenação entre equipas médicas, autoridades policiais e serviços de proteção.
Impacto local e follow-up
O caso suscitou apreensão na comunidade do Bunheiro e coloca novamente em evidência a importância do encaminhamento atempado de situações clínicas suspeitas para as autoridades competentes. A investigação da Polícia Judiciária e os exames médico‑legais são determinantes para apurar responsabilidades e decidir as medidas de proteção a aplicar.
| Data | Evento |
|---|---|
| Maio | Atendimento no Hospital de Aveiro por mordeduras |
| 9 de junho | Admissão com traumatismo cranio‑encefálico e fraturas; comunicação às autoridades |
| Junho | Transferência para hospitais de Coimbra para exames complementares |
| 2 de julho | Regresso à unidade hospitalar de Aveiro; permanece internada |
As autoridades responsáveis mantêm o processo em segredo de justiça, pelo que não são divulgadas informações que comprometam a investigação. A comunidade local será afetada pelas conclusões das autoridades e pelas medidas de proteção que venham a ser decretadas.