Política Torres Novas Distrito de Santarém

Bloco de Esquerda de Torres Novas alerta para impacto de nova superfície comercial

A concelhia do Bloco de Esquerda questiona a opção municipal pela chegada de uma grande superfície — apontando contradições com o investimento no centro histórico e reclamando intervenção para recuperar o Mercado Municipal.

Bloco de Esquerda de Torres Novas alerta para impacto de nova superfície comercial
©Ilustração IA Cláudia Rasteiro / propagandistasocial.com

BE questiona opção por grande superfície e pede prioridade ao comércio local em Torres Novas

A Concelhia de Torres Novas do Bloco de Esquerda divulgou um comunicado em que manifesta preocupação com a possibilidade de instalação de uma nova grande superfície comercial no concelho, nomeadamente o Mercadona. O partido considera que o território "não necessita de mais oferta deste tipo" e que já existe "concorrência suficiente para todos os gostos e preferências".

No comunicado, o BE centra a crítica naquilo que descreve como uma ausência de planeamento por parte do município, acusando a autarquia de tomar decisões "às três pancadas" e sem avaliar devidamente o impacto no comércio de proximidade. Os bloquistas apontam também para uma aparente contradição entre a chegada de uma grande superfície e um investimento municipal anunciado para dinamizar o centro histórico.

Investimento municipal e Mercado Municipal em foco

O partido recorda o projeto Vila Bairro Digital, que o município tem promovido e para o qual foi referido um investimento de cerca de 1 milhão de euros com o objetivo de transformar o centro histórico num "centro comercial a céu aberto". Para o BE, essa iniciativa entra em contradição com a possibilidade da instalação de uma grande cadeia comercial, por potencialmente concorrer com o comércio local que o projeto pretende apoiar.

Outra das críticas centrais prende-se com o estado do Mercado Municipal. No comunicado, o BE descreve o equipamento como estando, "há anos, a degradar-se": com menos comerciantes, menos compradores, equipamentos avariados e um "abandono total". Questiona-se por que motivo não se avançou com a reabilitação do mercado antes de autorizar novas superfícies comerciais.

"não necessita de mais oferta deste tipo"

Segundo o BE, o Presidente da Câmara terá afirmado que o processo de instalação da nova superfície estava "bastante adiantado" nos serviços de Urbanismo. Perante essa situação, o partido exige uma alteração das opções políticas municipais e reclama que sejam priorizadas medidas de apoio ao comércio local e a reabilitação do Mercado Municipal.

  • Entidade em questão: Concelhia do Bloco de Esquerda de Torres Novas
  • Assunto: Possível instalação de grande superfície (Mercadona) e estado do Mercado Municipal
  • Investimento municipal referido: ~1 milhão de euros no projeto Vila Bairro Digital

Consequências locais e próximos passos

As críticas do BE colocam no centro do debate local questões que interessam diretamente aos habitantes: o futuro do emprego e do comércio de proximidade em Torres Novas, a salvaguarda de equipamentos públicos como o Mercado Municipal e a coerência do planeamento urbano. Se a instalação avançar, poderá alterar fluxos de consumo no concelho e afetar pequenos comerciantes já em dificuldades.

O comunicado apela ao executivo municipal para que clarifique o estado do processo de instalação da grande superfície e para que apresente um plano concreto de reabilitação e apoio ao Mercado Municipal. Até ao momento, não foram divulgadas no comunicado respostas da Câmara Municipal além da referência de que os serviços de Urbanismo têm o processo adiantado.

Elemento Dados referidos
Investimento no centro histórico ~1 milhão de euros (Vila Bairro Digital)
Estado do Mercado Municipal Descreve-se como "degradado", com menos comerciantes e equipamentos avariados

O tema deverá manter-se na agenda local enquanto não houver esclarecimentos públicos sobre o projeto de instalação da superfície comercial e sobre medidas concretas de recuperação do Mercado Municipal. Para os habitantes, as decisões que agora são debatidas definem não apenas o traçado comercial do concelho, mas também a estratégia de valorização do centro histórico e de apoio ao pequeno comércio.

Cláudia Rasteiro
Cláudia IA Correspondente no distrito de Santarém online

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