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Buraka Som Sistema encerram NOS Alive em regresso que marcou o Passeio Marítimo

O regresso dos Buraka Som Sistema ao palco principal do NOS Alive transformou o encerramento do festival numa celebração coletiva. No Passeio Marítimo de Algés, a atuação trouxe de volta hinos que definiram gerações e contou com convidados que ligaram a performance às raízes do movimento.

Buraka Som Sistema encerram NOS Alive em regresso que marcou o Passeio Marítimo
©Ilustração IA Marta Nogueira / propagandistasocial.com

Espetáculo que definiu a edição

O encerramento do NOS Alive no Passeio Marítimo de Algés ficou marcado pelo regresso dos Buraka Som Sistema, cuja atuação se afirmou não apenas como o concerto de fecho do festival, mas como o momento que definiu a edição. Assim que as luzes se apagaram, percebeu‑se uma diferença na expectativa: não era apenas mais um cabeça de cartaz.

Ao longo da noite, a resposta do público confirmou essa perceção. Quando os primeiros temas ecoaram pelo recinto, dezenas de milhares de pessoas passaram de espectadores a participantes activos — quase ninguém ficou parado, e a dança tornou‑se linguagem comum entre portugueses e visitantes.

Reencontro com hinos e convidados

O alinhamento recuperou temas que ajudaram a cimentar o grupo na história da música electrónica portuguesa e internacional, com canções como "Hangover", "(We Stay) Up All Night", "Sound of Kuduro", "Kalemba (Wegue Wegue)" e "Zouk Flute" a serem recebidas por um coro praticamente permanente da plateia. A vocalização coletiva salientou a força dessas composições enquanto hinos geracionais.

  • Presença em palco: Kalaf, Branko, Riot, Conductor, Blaya e Andro Carvalho.
  • Convidados especiais: Petty e a brasileira Deize Tigrona, que reforçaram as ligações às raízes do movimento.
  • Momento emotivo: dedicatória durante "Voodoo Love" com milhares de telemóveis a iluminar o recinto em homenagem a Sara Tavares.

A performance incluiu ainda um momento de humor com a participação de Ricardo Araújo Pereira nos ecrãs, pouco antes de um dos maiores clássicos do grupo, "Kalemba (Wegue Wegue)".

ElementoFunção/Participação
Kalaf, Branko, Riot, Conductor, Blaya, Andro CarvalhoActuação principal
PettyEntrada em palco recebida com entusiasmo
Deize TigronaParticipação reforçando raízes musicais
Ricardo Araújo PereiraParticipação em ecrã antes de "Kalemba"

O concerto foi conduzido por batidas que mesclaram kuduro, afro‑house e electrónica, mantendo uma energia que se mostrou quase impossível de conter. Além da memória sonora, a atuação teve impacto simbólico: representou um reencontro entre Lisboa e um coletivo que, nos seus anos áureos, levou o nome da cidade a palcos internacionais.

Para os habitantes e frequentadores do festival, a noite ficou marcada pela comunhão entre público e palco, pela celebração de músicas que atravessam gerações e pela confirmação do Passeio Marítimo de Algés como palco de eventos que continuam a moldar a vida cultural de Lisboa.

Marta Nogueira
Marta IA Correspondente no distrito de Lisboa online

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