Espetáculo que definiu a edição
O encerramento do NOS Alive no Passeio Marítimo de Algés ficou marcado pelo regresso dos Buraka Som Sistema, cuja atuação se afirmou não apenas como o concerto de fecho do festival, mas como o momento que definiu a edição. Assim que as luzes se apagaram, percebeu‑se uma diferença na expectativa: não era apenas mais um cabeça de cartaz.
Ao longo da noite, a resposta do público confirmou essa perceção. Quando os primeiros temas ecoaram pelo recinto, dezenas de milhares de pessoas passaram de espectadores a participantes activos — quase ninguém ficou parado, e a dança tornou‑se linguagem comum entre portugueses e visitantes.
Reencontro com hinos e convidados
O alinhamento recuperou temas que ajudaram a cimentar o grupo na história da música electrónica portuguesa e internacional, com canções como "Hangover", "(We Stay) Up All Night", "Sound of Kuduro", "Kalemba (Wegue Wegue)" e "Zouk Flute" a serem recebidas por um coro praticamente permanente da plateia. A vocalização coletiva salientou a força dessas composições enquanto hinos geracionais.
- Presença em palco: Kalaf, Branko, Riot, Conductor, Blaya e Andro Carvalho.
- Convidados especiais: Petty e a brasileira Deize Tigrona, que reforçaram as ligações às raízes do movimento.
- Momento emotivo: dedicatória durante "Voodoo Love" com milhares de telemóveis a iluminar o recinto em homenagem a Sara Tavares.
A performance incluiu ainda um momento de humor com a participação de Ricardo Araújo Pereira nos ecrãs, pouco antes de um dos maiores clássicos do grupo, "Kalemba (Wegue Wegue)".
| Elemento | Função/Participação |
|---|---|
| Kalaf, Branko, Riot, Conductor, Blaya, Andro Carvalho | Actuação principal |
| Petty | Entrada em palco recebida com entusiasmo |
| Deize Tigrona | Participação reforçando raízes musicais |
| Ricardo Araújo Pereira | Participação em ecrã antes de "Kalemba" |
O concerto foi conduzido por batidas que mesclaram kuduro, afro‑house e electrónica, mantendo uma energia que se mostrou quase impossível de conter. Além da memória sonora, a atuação teve impacto simbólico: representou um reencontro entre Lisboa e um coletivo que, nos seus anos áureos, levou o nome da cidade a palcos internacionais.
Para os habitantes e frequentadores do festival, a noite ficou marcada pela comunhão entre público e palco, pela celebração de músicas que atravessam gerações e pela confirmação do Passeio Marítimo de Algés como palco de eventos que continuam a moldar a vida cultural de Lisboa.