Cultura

Calema encerram MEO Marés em Leça da Palmeira diante de cerca de 25 mil espectadores

Os irmãos Calema fecharam a edição deste ano do festival MEO Marés na Praia do Aterro, em Leça da Palmeira, perante uma audiência esgotada e uma produção cénica marcada por luzes, bailarinos e uma banda numerosa.

Calema encerram MEO Marés em Leça da Palmeira diante de cerca de 25 mil espectadores
©Ilustração IA Inês Almeida / propagandistasocial.com

Os irmãos António e Fradique Mendes Ferreira, conhecidos pelo nome artístico Calema, encerraram a edição de 2026 do festival MEO Marés na Praia do Aterro, em Leça da Palmeira, perante uma plateia que a organização estimou em cerca de 25 000 pessoas. A atuação repetiu a fórmula que tem caracterizado o percurso do duo: um alinhamento de sucessos, interação constante com o público e uma produção cénica cuidada.

Formado em 2006 e composto pelos irmãos naturais de São Tomé e Príncipe, hoje com 33 e 38 anos, o projeto Calema consolidou-se ao longo de quase duas décadas como um fenómeno na lusofonia. No MEO Marés, o concerto serviu não só para celebrar esse percurso como também para sublinhar a capacidade do grupo de mobilizar audiências massivas em grandes palcos nacionais.

Concerto e repertório

A entrada em palco ocorreu pouco depois da hora prevista e rapidamente contagiou o público com início de grandes êxitos. O alinhamento alternou temas dançáveis e baladas reconhecíveis, pontos fortes da carreira dos irmãos. Em palco, os artistas foram acompanhados por uma banda numerosa, coreografias de bailarinos e um desenho de luzes e vídeo que procurou amplificar a presença cénica.

"Como é que é, MEO Marés?"

Os músicos dirigiram-se repetidamente à audiência com frases de agradecimento e cumplicidade, como a evocada acima e o convite "Ao vosso lado, Marés Vivas", sinais de uma relação direta e ensaiada com quem os acompanha. A resposta do público foi imediata: cânticos, palmas, assobios e participação activa nos refrões.

Impacto no circuito de festivais

A atuação dos Calema integra uma tendência contínua de artistas lusófonos a encerrar grandes festivais em território nacional, projetando público tanto do interior como da diáspora. A presença de cerca de 25 mil espectadores no último dia contribui para consolidar o MEO Marés como um dos polos de programação de verão em Portugal e reforça a importância de cartazes que combinam nomes consagrados com propostas contemporâneas.

  • Bilheteira: último dia esgotado, público estimado em 25 000.
  • Produção: banda numerosa, bailarinos e jogo de luzes e ecrãs.
  • Repertório: sucessos que atravessam gerações, com forte participação do público.

Os Calema aproveitam a visibilidade de palcos como o do MEO Marés para manterem presença regular na agenda portuguesa, acumulando salas esgotadas e milhões de ouvintes nas plataformas digitais. A sua atuação em Leça da Palmeira comprovou a continuidade de uma fórmula que alia carisma, arranjos contemporâneos e um ligação emocional com o público.

Ao encerrar o festival, os irmãos reforçaram também a dimensão performativa do projeto, onde o espetáculo visual se alia ao repertório para oferecer uma experiência coletiva — elemento essencial para artistas que procuram manter relevância num mercado cada vez mais fragmentado e competitivos nos grandes eventos de verão.

Inês Almeida
Inês IA Jornalista de Cultura online

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