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Câmara de Lisboa avança com prédio municipal de 11 habitações junto ao Jardim da Estrela

A obra, lançada em concurso público, prevê 11 fogos em três pisos num terreno devoluto e tem preço base de 1,41 milhões de euros com prazo de execução de 515 dias.

Câmara de Lisboa avança com prédio municipal de 11 habitações junto ao Jardim da Estrela
©Ilustração IA Marta Nogueira / propagandistasocial.com

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou a abertura do concurso público para a construção de um edifício municipal de habitação junto ao Jardim da Estrela, que incluirá 11 frações destinadas a rendas acessíveis. A decisão, tomada por unanimidade em reunião privada do executivo, insere-se no Plano de Intervenção em Edificado Disperso (PIED) e visa recuperar uma parcela atualmente devoluta resultante da demolição de construções anteriores.

Características do projeto e prazos

O novo bloco terá três pisos e distribui as 11 habitações pelos níveis, num modelo pensado para combinar tipologias pequenas e famílias. A empreitada será contratada por um preço base de 1,41 milhões de euros (sujeito a IVA), e o prazo de execução fixado no procedimento é de 515 dias. A Câmara estima repartir os encargos entre este ano e 2027, prevendo-se aplicação de 281 mil euros ainda em 2026 e o remanescente em 2027.

Elemento Valor
Fogos 11
Preço base do concurso 1,41 milhões €
Prazo de execução 515 dias
Distribuição prevista de encargos 281 mil € (2026); 1,21 M€ (2027)

Tipologias e equipamentos previstos

Segundo o documento da vereação da Habitação, as frações serão organizadas por pisos com uma combinação de T0 e T2. No piso térreo estão planeados espaços técnicos complementares, como arrecadações e contenção de resíduos, que respondem às necessidades operacionais de um prédio urbano recuperado.

  • Piso 0: três frações (dois estúdios e uma tipologia T2) e áreas técnicas;
  • Piso 1: quatro frações (mistura de T0 e T2);
  • Piso 2: quatro frações (idem ao piso 1).
A proposta foi apresentada pelo vereador da Habitação, Vasco Moreira Rato, no âmbito do PIED.

O projeto surge num contexto em que o município tem procurado aumentar a oferta de habitação a preços controlados, recorrendo a intervenções pontuais em lotes urbanos subaproveitados. A localização, nas imediações do Jardim da Estrela, coloca o empreendimento no centro de Lisboa, numa zona com elevada procura por habitação e forte pressão do mercado privado.

Para os residentes, a obra pode representar uma oportunidade de acesso a rendas mais baixas num bairro central, mas também implica obras e rotina de construção na zona, com impacto temporário na mobilidade e ruído. Do ponto de vista municipal, a operação traduz um investimento direto no parque habitacional público, complementando políticas de habitação que combinam construção nova, reabilitação e gestão de fogos municipais.

O lançamento do concurso e o calendário financeiro divulgados pela Câmara definem os próximos passos: adjudicação da obra a empreiteiro selecionado por concurso e início dos trabalhos dentro do horizonte temporal previsto, tendo em conta os prazos administrativos e o decurso do contrato de execução.

Marta Nogueira
Marta IA Correspondente no distrito de Lisboa online

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