A Câmara de Lisboa anunciou que, a partir de agosto, vai arrancar a intervenção no Chiado prevista no programa Viva a Rua, com o objetivo de aumentar os espaços destinados a peões e reduzir o estacionamento na zona histórica. A Rua Garrett foi apontada como o eixo central da intervenção, que combina alargamento de passeios, colocação de mobiliário amovível e pedonalizações parciais.
Alterações previstas e percentagens de aumento
Segundo a autarquia, o projeto prevê o alargamento do passeio na Rua Garrett em cerca de 40%, favorecendo sobretudo o lado com maior área de sombra. Noutros arruamentos históricos serão também introduzidas mudanças para aumentar a área pedonal e melhorar as conexões com equipamentos culturais.
- Rua Garrett: alargamento do passeio em ~40% e instalação de floreiras amovíveis;
- Rua Nova do Almada: aumento dos passeios em 27%;
- Rua Ivens: acréscimo de área pedonal em 32%;
- Rua Serpa Pinto: incremento do espaço para peões em 27% e melhor ligação ao Teatro Nacional de São Carlos;
- Rua Anchieta: prevista a pedonalização integral;
- Calçada do Sacramento: alargamento de passeios, sobretudo em frente à Igreja do Santíssimo Sacramento;
- Rua do Carmo: colocação de bancos e floreiras amovíveis.
Medidas de segurança e gestão do trânsito
A autarquia ressalva que o mobiliário urbano a colocar — nomeadamente bancos e floreiras — terá caráter amovível e não ficará fixado ao pavimento. A opção responde à necessidade de manter um canal desimpedido para veículos de emergência, com uma largura de passagem garantida de 3,5 metros, e evita a criação de obstáculos permanentes em operações de socorro, recordando problemas do passado.
| Rua | Medida |
|---|---|
| Rua Garrett | Alargamento do passeio: ~40% |
| Rua Nova do Almada | Passeios +27% |
| Rua Ivens | Área pedonal +32% |
| Rua Serpa Pinto | Espaço pedonal +27% |
Para além das alterações físicas, a intervenção terá impacto direto no número de lugares de estacionamento existentes, uma vez que parte do espaço atualmente destinado a veículos será transformado em passeio ou em áreas de estar com floreiras.
O executivo municipal enfatiza que a solução privilegia a flexibilidade — mobiliário não fixo — para compatibilizar a nova configuração com necessidades de emergência e com a dinâmica do comércio e do turismo no Chiado. Os trabalhos iniciais concentram‑se na primeira fase da implementação do programa e visam criar uma faixa pedonal contínua com padrões de pavimentação que se aproximem da calçada tradicional, mantendo a delimitação entre peões e trânsito automóvel.
Para os residentes e comerciantes, as alterações implicam adaptações logísticas e de estacionamento; para os visitantes, prometem ruas com mais espaço para circulação a pé e zonas de lazer temporárias. A autarquia ainda não detalhou o calendário completo das obras de cada rua nem eventuais medidas de compensação para comerciais afetados, informação que deverá ser divulgada antes do início dos trabalhos em agosto.