A Câmara Municipal de Vila Real apresentou um projeto para a criação de uma circular externa que pretende retirar o trânsito de passagem do centro da cidade e melhorar as ligações entre os vários bairros e freguesias. O traçado planeado liga a A4, na zona de Constantim, às freguesias de Arroios e Mateus, segue em direção a Ponte — onde está prevista uma conexão ao IP4 — prossegue até Parada de Cunhos e regressa à A4.
Traçado e intervenção
O estudo aponta para uma solução que combina aproveitamento de vias já existentes com a construção de novos troços, de forma a minimizar o impacto na malha urbana e a reduzir intervenções ex novo onde for possível. A autarquia defende que a infraestrutura permitirá reorganizar os fluxos de circulação, diminuindo o trânsito de passagem no coração da cidade e reforçando as ligações entre zonas urbanas que atualmente comunicam de forma indireta.
- Pontos de ligação: A4 (Constantim) — Arroios — Mateus — Ponte (IP4) — Parada de Cunhos — A4.
- Característica do traçado: combinação de vias existentes e novos troços.
- Objetivo declarado: reduzir tráfego no centro e melhorar mobilidade durante grandes eventos.
Viaduto e circulação em eventos
Em paralelo, a estratégia municipal inclui a construção de um novo viaduto entre a Avenida 1.º de Maio e a Ponte de Ferro. O objetivo é criar alternativas aos percursos hoje mais congestionados, aumentando a fluidez e a segurança do tráfego urbano. A autarquia destaca igualmente que a circular poderá facilitar o acesso à cidade durante eventos que condicionam vias centrais, nomeadamente o Circuito Internacional de Vila Real, permitindo que visitantes e residentes entrem e saiam sem cruzar as áreas ocupadas pelas provas.
Impacto local e questões em aberto
Para os habitantes, as promessas de menor trânsito no centro implicam potenciais benefícios imediatos: redução de ruído, melhor circulação de transportes públicos e maior segurança peatonal. Contudo, o projeto levanta várias questões práticas que ainda precisam de resposta pública: cronograma de execução, responsabilidade financeira, avaliações ambientais e enquadramento com planos municipais de desenvolvimento. A combinação entre reutilizar infraestruturas e construir novos troços pode reduzir custos e prazos, mas a execução exigirá articulação com entidades regionais que tutelam a A4 e o IP4.
Enquanto procedimento, o anúncio ativo da autarquia lança a discussão pública sobre prioridades de mobilidade na cidade e oferece um ponto de partida para aclarar como serão minimizados os impactos durante a construção e como serão integradas as necessidades dos utilizadores locais — residentes, empresas e serviços públicos. A proposta assume relevo particular pela promessa de aliviar pontos de estrangulamento que, em dias de maior afluência ou por eventos, condicionam fortemente a circulação urbana.
| Elemento | Descrição |
|---|---|
| Entradas/saídas principais | A4 (Constantim) — IP4 (em Ponte) |
| Freguesias abrangidas | Arroios, Mateus, Ponte, Parada de Cunhos |
| Intervenções | Reutilização de vias existentes + construção de novos troços; viaduto na Avenida 1.º de Maio |
O projeto ainda não detalha calendário ou custos, pelo que a calendarização das obras e as medidas de mitigação do impacto no trânsito durante a construção são aspetos que cidadãos e comerciantes locais deverão acompanhar de perto nas próximas comunicações oficiais da Câmara.