Uma nova ligação para reduzir trânsito urbano
A Variante Nascente de Évora abriu ao tráfego na passada quinta-feira, criando uma ligação directa entre a A6 e o IP2. A obra, com 12,8 quilómetros de extensão e um investimento de 54,9 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), pretende desviar parte do tráfego de atravessamento das áreas urbanas da cidade e otimizar as ligações rodoviárias para o sul do distrito.
Construída a nascente da cidade, a nova via arranca no Nó de Évora Nascente da A6/IP7, imediatamente após a praça de portagem, e termina no IP2, na zona de São Manços. O traçado atravessa os territórios das freguesias de Nossa Senhora de Machede, Bacelo e Senhora da Saúde e Malagueira e Horta das Figueiras, ficando integrada na rede nacional através do Nó de Vale de Figueiras, do Nó da Fonte Boa do Degebe e de uma rotunda com ligação à EN18.
Infraestrutura e impacto local
A intervenção foi concebida com dois sentidos de circulação e inclui várias estruturas para assegurar continuidade e segurança: oito passagens superiores — duas delas sobre linhas ferroviárias —, uma passagem agrícola e dois viadutos. A Infraestruturas de Portugal (IP) sublinha que, além de reduzir tempos de viagem, a variante contribuirá para a diminuição do ruído e da poluição atmosférica nas áreas urbanas atravessadas.
“Esta é uma nova estrada que reforça a ligação de Évora à rede nacional, melhora as condições de circulação e segurança e, sobretudo, melhora a vida de quem aqui vive, trabalha e circula.”
A declaração foi proferida pelo presidente da IP durante a cerimónia de inauguração, que contou com a presença do secretário de Estado das Infraestruturas. Para os residentes e empresas locais, a expectativa é de menor congestão no interior da cidade, particularmente para o tráfego proveniente da A6 com destino ao sul do distrito, que passará a evitar percursos por vias urbanas e periurbanas.
- Extensão da via: 12,8 km
- Investimento: 54,9 milhões de euros (PRR)
- Estruturas principais: 8 passagens superiores, 2 sobre ferrovia, 1 passagem agrícola, 2 viadutos
- Freguesias atravessadas: Nossa Senhora de Machede; Bacelo e Senhora da Saúde; Malagueira e Horta das Figueiras
Consequências práticas para a população
Na prática, a nova variante deverá reduzir o trânsito de atravessamento nas principais artérias da cidade, beneficiando quem circula diariamente em Évora — condutores, transportes públicos e serviços de mercadorias. A diminuição de veículos em áreas residenciais pode traduzir-se em níveis mais baixos de ruído e poluição, e em ganhos de segurança rodoviária para peões e ciclistas nas zonas urbanas agora menos afetadas pelo tráfego de passagem.
Resta saber como se irá articular a operação da nova via com a dinâmica local: alterações nos percursos de transporte de mercadorias, ajustes nos horários de transporte público e eventuais impactes no comércio urbano dependem de decisões posteriores das autoridades municipais e operadores. A integração da variante na rede nacional e os Nós que a ligam à EN18 e restantes infraestruturas são passos essenciais para que os efeitos previstos se materializem de forma consistente.
| Elemento | Valor |
|---|---|
| Comprimento | 12,8 km |
| Investimento | 54,9 milhões € |
| Passagens superiores | 8 (2 sobre ferrovia) |
| Viadutos | 2 |
Em suma, a abertura da Variante Nascente representa uma alteração estruturante na circulação rodoviária em torno de Évora, com potenciais benefícios para a qualidade de vida urbana e para as ligações regionais. Seguem-se os meses em que será possível avaliar empiricamente a redução de tráfego nas vias internas e os efeitos na mobilidade diária de quem vive e trabalha na cidade.