Arranca em Cascais uma iniciativa que pretende recolocar o fado no centro da vida pública da vila: A Rua do Fado, organizada pela Câmara Municipal em parceria com a Santa Casa da Misericórdia, apresenta um cartaz que se estende até 13 de setembro e programará atuações gratuitas em vários locais exteriores.
O projeto e os objetivos
O ciclo surge com a ambição de transformar escadarias, largos e jardins em palcos naturais, promovendo o encontro entre residentes e visitantes e reforçando a presença do fado no quotidiano urbano. A iniciativa foi pensada para afirmar-se como um projeto permanente de valorização do património cultural local e de ocupação qualificada do espaço público.
Direção artística e programação
A direção artística está a cargo de Miguel Capucho, fadista que sublinha a dimensão comunitária da iniciativa. Nas palavras do próprio:
"O Rua do Fado nasceu da convicção de que a cultura deve ser vivida por todos e de que o Fado pertence às pessoas"
O ciclo já teve duas sessões iniciais, e integra no programa intérpretes reconhecidos da canção de Lisboa. Entre as datas já anunciadas contam-se atuações no Largo Camões, no Largo Praia da Rainha, no Jardim Visconde da Luz e no Passeio Dona Maria Pia.
Calendário (seleção de sessões confirmadas)
- 19 de julho — Largo Camões: Gonçalo Castelo Branco e Inês Vasconcelos
- 2 de agosto — Largo Praia da Rainha: Miguel Capucho e Maura Airez
- 16 de agosto — Jardim Visconde da Luz: Hélder Moutinho e Célia Leiria
- 13 de setembro — Passeio Dona Maria Pia: Gonçalo Castelo Branco e Maura Airez
| Data | Local | Intérpretes |
|---|---|---|
| 19 de julho | Largo Camões | Gonçalo Castelo Branco; Inês Vasconcelos |
| 2 de agosto | Largo Praia da Rainha | Miguel Capucho; Maura Airez |
| 16 de agosto | Jardim Visconde da Luz | Hélder Moutinho; Célia Leiria |
| 13 de setembro | Passeio Dona Maria Pia | Gonçalo Castelo Branco; Maura Airez |
Contexto e significado cultural
Esta programação representa um esforço de reaproximação entre o fado e os espaços coletivos da vila, evocando a memória de figuras históricas ligadas à região. A estratégia anunciada pelos promotores aposta não só na oferta musical mas também na acessibilidade e na participação cidadã, procurando atingir públicos diversos e revigorar a relação entre a comunidade e o seu património imaterial.
Para além da ocupação cénica, a iniciativa assume-se como um contributo para a dinamização turística de Cascais durante a época alta, propondo-se a cruzar residentes e visitantes em eventos gratuitos que valorizam tradição e contemporaneidade.
Os organizadores adiantaram que outras datas serão anunciadas em breve, pelo que o calendário poderá ser alargado ao longo do verão. A programação actual já reúne nomes que respondem tanto a públicos apreciadores da tradição do fado como a audiências mais jovens interessadas por novas leituras do género.