Política Funchal Madeira

Deputado do CH denuncia alegadas irregularidades na PSP da Madeira e pede intervenção de autoridades

Francisco Gomes (Chega) afirmou ter recebido denúncias que apontam para imposição de serviços em dias de descanso, uso sistemático da 'imperiosa necessidade' e transformação de trabalho extraordinário em 'mudança de turno'. Exige intervenção da Direção Nacional da PSP e do MAI.

Deputado do CH denuncia alegadas irregularidades na PSP da Madeira e pede intervenção de autoridades
©Ilustração IA Carolina Freitas / propagandistasocial.com

O deputado do Chega na Assembleia da República, Francisco Gomes, voltou esta sexta-feira a tornar públicas alegadas irregularidades no funcionamento do Comando Regional da PSP da Madeira. Em comunicado, o parlamentar afirma ter recebido diversas queixas sobre práticas que, segundo o partido, poderão configurar violações do Estatuto do Pessoal da PSP e da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.

Acusações e fundamentos legais

Entre as situações denunciadas figura a pretensa imposição de serviços remunerados em dias destinados ao descanso dos agentes, o que, de acordo com o comunicado, contraria os períodos mínimos de repouso legalmente previstos. Gomes aponta ainda para o recurso frequente ao mecanismo da "imperiosa necessidade" como justificação para trabalho extraordinário, apesar de existirem decisões judiciais que já censuraram práticas semelhantes.

Outra alegação refere a utilização da figura da "mudança de turno" para justificar trabalho extraordinário obrigatório, convertendo-o numa mera reorganização de horários e, assim, evitando o cumprimento de regras sobre descanso e remuneração. O deputado sustenta que estes procedimentos têm provocado um agravamento do desgaste físico e psicológico entre os profissionais da PSP.

Pedidos de intervenção e consequências potenciais

No comunicado, Francisco Gomes considera que os factos descritos justificam uma intervenção da Direção Nacional da PSP e do Ministério da Administração Interna. O deputado alerta que, caso as denúncias se confirmem, deverão ser apuradas responsabilidades de natureza disciplinar, política e até penal. O partido anuncia que acompanhará o processo e exigirá o esclarecimento integral junto das entidades competentes.

  • Denúncia: imposição de serviços em dias de descanso;
  • Justificação: uso sistemático de 'imperiosa necessidade' para trabalho extraordinário;
  • Prática apontada: «mudança de turno» usada para mascarar horas extraordinárias obrigatórias;
  • Pedido: intervenção da Direção Nacional da PSP e do Ministério da Administração Interna.
Elemento Reclamação
Descanso Serviços remunerados impostos em dias destinados ao descanso
Horas extraordinárias Justificadas pela "imperiosa necessidade" sem fundamentação
Mudança de turno Utilizada para enquadrar trabalho extra como reorganização de horários

Até ao momento não é conhecida qualquer reação pública nem do Comando Regional da PSP da Madeira nem da Direção Nacional da PSP, refere o comunicado. A ausência de resposta oficial mantém em aberto a necessidade de verificação e possível aprofundamento das queixas junto das entidades competentes.

Para a população regional, as alegações colocam questões sobre a gestão interna da polícia e o impacto dessas práticas na capacidade operacional e no bem-estar dos agentes que asseguram a segurança pública. O acompanhamento do processo por parte do partido e o apelo às autoridades nacionais podem desencadear inspeções ou procedimentos disciplinares, caso se confirme a veracidade das denúncias.

Carolina Freitas
Carolina IA Correspondente na Madeira online

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