Património e olhares exteriores sobre a cidade
A exposição “Viajar e Escrever – Coimbra nos séculos XVI a XIX” abre portas na Torre de Almedina na próxima terça‑feira, dia 21 de Julho, às 18h00. A iniciativa, construída a partir do trabalho do investigador Carlos Xavier Reis e da sua curadoria, reúne um acervo de imagens e textos produzidos por viajantes estrangeiros que visitaram Coimbra ao longo de quase quatro séculos.
O conjunto exposto integra desenhos, gravuras, litografias e aguarelas, postos em diálogo com excertos de relatos de viagem, permitindo perceber como diferentes perceções exteriores ajudaram a formar a imagem pública da cidade. Muitos desses registos fazem também parte das “Estampas Coimbrãs”, publicadas pela Câmara Municipal em 1964, um conjunto que o município tem vindo a valorizar como documento de memória urbana.
Inauguração e programação
A cerimónia inaugural conta com a presença da vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra, Margarida Mendes Silva, e do curador, Carlos Xavier Reis. A exposição estará patente até 22 de Maio de 2027, oferecendo aos residentes e visitantes a oportunidade de cruzar imagens históricas com textos de observadores estrangeiros e de reflectir sobre a permanência e a transformação de lugares coimbrões.
- Data de abertura: 21 de Julho (inauguração às 18h00).
- Duração da mostra: até 22 de Maio de 2027.
- Local: Torre de Almedina, Coimbra.
| Dia | Horário |
|---|---|
| Terça a sábado | 10h00–13h00 e 14h00–18h00 |
| Domingo, segunda e feriados | Encerrado |
A exposição propõe também um enquadramento académico: complementa e dialoga com o livro “A Universidade de Coimbra e seus Estudantes aos Olhos dos Viajantes Estrangeiros (1581–1879): 298 Anos de Fragmentos Literários”, de Carlos Xavier Reis, servindo de mote para reflexões sobre as formas como a cidade foi descrita por observadores externos e como essas descrições influenciaram narrativas posteriores.
Para os habitantes de Coimbra a mostra não é apenas uma recolha de imagens antigas: trata‑se de um instrumento para compreender a construção de identidades urbanas e a relação entre memória, turismo e património. A leitura conjunta de imagens e textos permite identificar espaços que se mantêm no tecido urbano e outros que mudaram radicalmente, oferecendo pistas para políticas culturais e para a gestão do património municipal.
Os visitantes são aconselhados a verificar previamente horários e eventuais condições de acesso, dado que a Torre de Almedina encerra aos domingos, às segundas‑feiras e aos feriados. A iniciativa reforça a programação cultural da cidade e coloca à disposição dos coimbrões uma colecção documental relevante para o entendimento da história local.