O restauro do Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, danificado pela tempestade de janeiro, continua sem data previsível de conclusão devido a fundos considerados insuficientes. Seis meses depois dos estragos, responsáveis e técnicos mantêm reservas quanto ao calendário de recuperação da igreja.
Estragos extensos e obra dependente de apoio estatal
Os danos provocados pela intempérie são evidentes na envolvente exterior e no interior do templo. Do altar à cobertura, passando pelo coro-alto e pelas pinturas murais, a intervenção exige trabalhos técnicos abrangentes.
- Fachada e alçados: danos visíveis que exigem consolidação e limpeza.
- Cobertura e tecto de caixotões: sinais de infiltração e necessidade de reparação estrutural.
- Interior: o arco triunfal e pinturas murais em situação problemática; retábulo e órgão também afetados.
O Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima sublinha que a recuperação depende, em larga medida, de apoio público. Sem esse suporte, a execução dos trabalhos e a salvaguarda dos bens móveis e imateriais ficam comprometidas.
“Continuamos a confiar na promessa do Património Cultural, pois só com o auxílio do Estado esta igreja pode ser reerguida”
A declaração, feita pelo director do departamento diocesano, resume a posição institucional: a intervenção ultrapassa o que é possível financiar localmente e aguarda-se uma resposta das entidades estatais responsáveis pelo património.
Impacto local e próximos passos
Para a comunidade local e para quem frequenta o santuário, o adiamento das obras representa não só a permanência de riscos estruturais, mas também a interrupção de atividades religiosas, culturais e turísticas associadas ao espaço. A indefinição sobre o cronograma impede planeamentos de celebrações e visitas guiadas.
| Elemento | Estado referido |
|---|---|
| Fachada e alçados | Danificados |
| Cobertura (teto de caixotões) | Comprometida |
| Arco triunfal e pinturas | Com sérios problemas |
| Retábulo e órgão | Atingidos |
Os responsáveis diocesanos mantêm contactos com o Instituto de Gestão do Património e outras entidades, na expectativa de que a promessa de apoio do Património Cultural se concretize. Até lá, a prioridade técnica é a avaliação detalhada dos riscos e a definição das medidas de estabilização que possam ser executadas rapidamente com recursos limitados.
Perante a falta de uma calendarização final, as autoridades e a comunidade são chamadas a acompanhar o processo e a pressionar por uma solução que garanta a preservação do imóvel e dos bens culturais nele depositados.