Concurso lançado para gerir o Metro do Porto com espaço para novas linhas
O Governo anunciou esta sexta-feira a abertura do concurso para a nova subconcessão do Metro do Porto, decisão que cobre não só a operação atual como também as linhas Rosa e Rubi em construção e que prevê, explicitamente, a possibilidade de integrar, no futuro, as linhas de Gondomar e da Trofa. A medida foi apresentada no briefing pós-reunião do Conselho de Ministros pelo ministro da Presidência.
Segundo o executivo, a necessidade de avançar de imediato com o concurso prende-se com o fim do prazo contratual da subconcessão em vigor, e com a entrada em exploração das novas infraestruturas. O Governo admite que a nova subconcessão implicará um aumento da despesa do Estado em comparação com o contrato anterior, justificando-o pelo reforço do número de linhas e pela maior dimensão da operação.
“A concessão termina no próximo ano e é necessário lançar de imediato o concurso para uma nova subconcessão, incluindo as novas linhas Rosa e Rubi, já em obra”, afirmou António Leitão Amaro.
Atualmente, o Metro do Porto opera com seis linhas, 85 estações e cerca de 70 quilómetros de rede. As linhas Rosa e Rubi estão em construção: a Rosa ligará São Bento à Casa da Música e deve entrar em operação até ao final do primeiro trimestre de 2027, enquanto a Rubi, que ligaria a Casa da Música a Santo Ovídio, sofreu ajustes no PRR e tinha um cronograma inicial que apontava para conclusão em julho de 2028.
Do ponto de vista da procura, o Metro do Porto registou 94,54 milhões de validações em 2025, um crescimento de 5,4% face a 2024, dados que o Governo utilizou para contextualizar a expansão e a necessidade de um novo modelo de subconcessão.
- O concurso cobre a operação presente e as obras já em curso (linhas Rosa e Rubi).
- Fica aberta a possibilidade de integrar linhas futuras para Gondomar e Trofa.
- O Estado prevê um aumento de despesa face ao contrato anterior devido à expansão da rede.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Linhas em exploração | 6 |
| Estações | 85 |
| Rede (aprox.) | 70 km |
| Validações em 2025 | 94,54 milhões |
| Despesa atual da concessão | 435,14 milhões de euros (sem IVA) |
Para os utentes do Porto, as consequências práticas passam por alterações na gestão e operação do serviço nos próximos anos, com potencial impacto sobre horários, manutenção e integração tarifária, além de implicações no ritmo de conclusão e entrada em serviço das linhas em construção. A inclusão de futuras extensões — Gondomar e Trofa — no âmbito do concurso poderá acelerar a sua concretização, caso a subconcessão as integre e as opere como parte do novo pacote contratual.
O atual contrato de subconcessão, celebrado com a ViaPorto (Grupo Barraqueiro), entrou em vigor em 2018 com prazo inicial de sete anos e foi já prorrogado no quadro contratual por mais dois anos, terminando agora em março de 2027, o que explica a urgência governamental em lançar o procedimento para assegurar continuidade de serviço e planeamento das obras.
As empresas interessadas terão à partida de apresentar propostas que respondam tanto à operação quotidiana como às exigências de integração das obras e ao aumento de escala do Metro do Porto. A decisão final sobre a subconcessão terá impacto direto na mobilidade de milhares de utentes e no desenho do transporte público metropolitano nos próximos anos.