O Ministério da Cultura disponibilizou este sábado o portal 360.patrimoniocultural.gov.pt, uma plataforma que agrega visitas virtuais e bens culturais digitalizados de museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos portugueses. A iniciativa pretende facilitar o acesso ao património cultural para investigadores, docentes, estudantes e público geral, recorrendo a tecnologias como fotografia de alta resolução, fotogrametria, laser scanning e modelação 3D.
Reúne tesouros, visitas e conteúdos técnicos
Segundo o Ministério da Cultura, o portal disponibiliza atualmente 232 bens classificados como tesouro nacional, oferece 67 visitas virtuais a 90 espaços patrimoniais e cobre 45 concelhos em 17 distritos. Parte dos conteúdos já estavam acessíveis noutras plataformas desde abril, mas ficam agora reunidos num único ponto de consulta e fruição.
“É um projeto que coloca o conhecimento, a história e a identidade do nosso país ao alcance de todos, independentemente da sua localização geográfica, enquanto reforça a preservação e a transmissão deste legado às gerações futuras”,
afirmou a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, em comunicado divulgado pela tutela. A declaração sublinha o duplo objetivo do projeto: aumentar a acessibilidade e contribuir para a preservação digital do património.
Utilizadores e funções
O portal foi concebido para ser uma ferramenta de consulta e formação, permitindo pesquisas por tema, localização ou período histórico. Entre os locais já disponíveis para visita virtual estão monumentos de referência, como o Mosteiro da Batalha, a Sé de Évora, o Palácio Nacional de Mafra, a Fortaleza de Sagres e o Museu Nacional da Música. A plataforma destina‑se tanto ao público que procura experiências imersivas como a profissionais que necessitam de documentação digital de alta qualidade.
- Centralização de acervos até agora dispersos por vários sítios ‘online’;
- Recurso a técnicas de ponta para garantir detalhe e fiabilidade digital;
- Destino previsto a investigadores, docentes, estudantes e público geral.
Financiamento e continuidade
O desenvolvimento do portal foi suportado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mecanismo que já financiou trabalhos de digitalização e documentação do património. A consolidação dos conteúdos num único portal representa um passo na estratégia nacional de conservação preventiva e de democratização do acesso cultural, ao mesmo tempo que cria uma base para futuras atualizações e expansão dos conteúdos.
Além do valor educativo e investigativo, a plataforma assume também um papel na promoção internacional do património português, ao permitir que utilizadores de qualquer ponto do mundo consultem, visualizem e analisem bens classificados e visitas a monumentos sem necessidade de deslocação física.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Tesouros nacionais | 232 |
| Visitas virtuais | 67 |
| Espaços patrimoniais | 90 |
| Concelhos cobertos | 45 |
| Distritos | 17 |
O Ministério destaca ainda que os bens digitalizados foram selecionados pelos diretores dos vários museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos, e incluem peças de diversa tipologia e escala — desde ourivesaria e vestuário até pintura, fotografia e escultura. A centralização dos materiais facilita não só a fruição pública como a monitorização científica e a gestão do património em formato digital.
Com a disponibilização do portal 360.º, o Estado pretende consolidar uma infraestrutura digital de referência que sirva tanto a preservação do legado cultural como a sua transmissão às gerações futuras, promovendo simultaneamente a inclusão cultural e a produção de conhecimento.