Investimento local e expansão em retalho
O grupo Névoa, empresa com actividade reconhecida na região, avançou que prepara dois novos espaços no sector do retalho que deverão ser construídos ao longo de 2026 e que está a ponderar ainda uma nova aquisição. A informação foi prestada pela diretora de retalho do grupo, Mónica Paiva, em declarações ao Jornal Económico.
Segundo a responsável, o grupo tem actualmente entre “três ou quatro” activos em análise, numa estratégia de crescimento que surge apesar de o portefólio já registar taxas de ocupação elevadas. O processo de expansão inclui tanto projectos novos como operações de compra de activos, o que pode alterar o mapa comercial da região nos próximos meses.
“Estamos a analisar vários activos neste momento”
Contexto e situação actual
O grupo explicou que dois dos projectos em avaliação exigem construção ainda este ano, o que aponta para um calendário de obra e licenciamento apertado. O movimento de investimento sucede a aquisições recentes, nomeadamente do negócio SGS Car em Palmela, e à abertura iminente do empreendimento Beja Jardim, que, segundo a direção, enfrenta procura superior à oferta.
- Taxas de ocupação: superiores a 90% nos activos de retalho do grupo;
- Activos em análise: entre 3 e 4;
- Projetos: dois que terão de ser construídos ainda em 2026;
- Aquisição: nova compra admitida, sem detalhes públicos.
O fenómeno de overbooking referido para o Beja Jardim — com mais operadores interessados do que espaço disponível — ilustra a pressão sobre a oferta de centros e parques comerciais em certas áreas, um sinal de procura robusta que pode favorecer mais operações semelhantes nas proximidades.
| Item | Dados |
|---|---|
| Activos em análise | 3–4 |
| Projetos a construir em 2026 | 2 |
| Taxa de ocupação | >90% |
Para os moradores e comerciantes do distrito de Braga e concelhos vizinhos, a expansão do grupo Névoa pode traduzir-se em mais oferta comercial, potencial criação de postos de trabalho relacionados com a construção e com a operação dos centros, bem como numa maior diversidade de serviços ao consumidor. Ao mesmo tempo, a entrada de novos operadores pode aumentar a competitividade no sector local do retalho.
Ainda sem anunciar localizações específicas ou valores envolvidos, a administração do grupo mantém uma postura de procura ativa no mercado, afirmando que “ainda vamos fazer uma aquisição”, sem, contudo, divulgar pormenores sobre alvos ou cronogramas. A operação será observada de perto por investidores locais e promotores imobiliários, dada a capacidade do grupo para promover projectos que alterem a dinâmica comercial regional.