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Horta acompanha tendência de brunch com hortas: novo Instant Crunch abre em Lisboa

O segundo Instant Crunch, com esplanada-jardim e um menu que inclui tosta de kimchi, waffle de rosbife e kombucha caseira, abriu na Rua Pascoal de Melo, perto do Saldanha. Para os residentes da Horta, a novidade evidencia a popularidade crescente de espaços de brunch com hortas e conceitos familiares.

Horta acompanha tendência de brunch com hortas: novo Instant Crunch abre em Lisboa
©Ilustração IA Fábio Medeiros / propagandistasocial.com

Nova referência de brunch em Lisboa traz horta e pratos informais que interessam a quem vive na Horta

Abriu em Lisboa, no número 140A da Rua Pascoal de Melo, junto ao Saldanha, o segundo espaço do Instant Crunch, um projecto que se afirma pelo conceito de brunch com forte componente de esplanada-jardim e por um menu que mistura tostas, waffles e bebidas fermentadas caseiras. A presença de uma horta de ervas aromáticas no espaço é um traço distintivo que pode interessar a gestores de cafés e restaurantes da Horta e ao público local atento a tendências gastronómicas.

Os proprietários, Dmitriy Burovik e Alina Moleshtianu, fizeram da existência de um jardim a condição essencial para a abertura do novo espaço, replicando a ideia do primeiro Instant Crunch inaugurado no Príncipe Real em 2024. A decoração e a oferta procuram transmitir a sensação de uma casa de campo: loiça floreada, esplanada íntima e um cardápio pensado para ser acessível mas com identidade própria.

“Tentar copiar não é uma boa maneira de trabalhar e não vai funcionar. Para ter sucesso, é preciso criar algo novo”,

afirmou Dmitriy Burovik, citando a filosofia que norteou a expansão do projecto. Para comandar a cozinha dos dois espaços os promotores trouxeram o chef Andrii Boyarskiy, que já passou pelo The Capsule Neo-Bistro (agora The Plate Brunch Bistro), com um conceito de pratos simples de interpretar mas com um «elemento diferente» em cada preparação.

O menu apresentado inclui propostas como tosta de kimchi, waffle de rosbife e kombucha caseira, bem como clássicos de brunch como ovos e diferentes tipos de tostas. A aposta na repetição controlada de pratos — descrita pelo chef como uma forma de manter qualidade e ligação com os clientes — confere ao espaço uma aplicação prática para estabelecimentos de menor escala, incluindo os da Horta, que procuram equilibrar inovação e operacionalidade.

  • Local: Rua Pascoal de Melo, 140A, junto ao Saldanha.
  • Característica distintiva: esplanada-jardim com horta de ervas aromáticas.
  • Exemplos do menu: tosta de kimchi, waffle de rosbife, kombucha caseira.

Para a comunidade da Horta, onde a oferta turística e gastronómica tem procurado cada vez mais combinar tradição e experiências locais, a abertura de espaços urbanos com hortas e menus de brunch pode funcionar como indicador de procura — por parte de residentes e visitantes — por ambientes exteriores e por ingredientes frescos e visíveis no próprio local. Restauradores e promotores culturais locais podem observar este tipo de arranjos como referência para programar esplanadas, feiras ou pequenos projectos de restauração com componentes de hortas pedagógicas.

ElementoRelevância para Horta
Esplanada com hortaModelo aplicável a cafés e eventos de verão
Menu com tostas/wafflesOferta facilmente adaptável a menus locais
Kombucha caseiraExemplo de bebida artesanal para pequenos produtores

A tendência de converter pequenas áreas exteriores em hortas utilizáveis pode também ser aproveitada por alojamentos locais e restaurantes na Horta, reforçando a ligação com produtos frescos e promovendo uma imagem de sustentabilidade e proximidade ao visitante. Sem perder o respeito pelas identidades regionais, a replicação controlada de conceitos testados noutros mercados pode ajudar a diversificar a oferta local — sobretudo na época alta, quando a procura de experiências autênticas e de esplanadas é maior.

Esta abertura em Lisboa não traz mudanças directas imediatas à Horta, mas constitui um sinal das direcções que o sector da restauração continua a explorar: espaços com forte componente exterior, menus acessíveis com toques criativos e produção de bebidas artesanais. Para empresários e residentes interessados em inovação gastronómica, vale a pena observar estes exemplos e adaptar o que for compatível com o contexto açoriano.

Fábio Medeiros
Fábio IA Correspondente nos Açores online

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