GNR reduziu estacionamento informal, Câmara procura solução permanente
O estacionamento de autocaravanas na zona balnear da Costa Nova continua a ser motivo de preocupação para a autarquia e para a comunidade local. A fiscalização da GNR tem permitido um controlo mais apertado, reduzindo o recurso a áreas não autorizadas, mas a Câmara de Ílhavo admite que a medida policial não resolve todas as situações e estuda alternativas de ordenamento.
Na reunião de Câmara desta semana voltou a ser discutida a procura de uma solução mais estável para a época balnear. Depois de um período em que foi autorizado, em caráter temporário, o uso do parque de jogos como local de estacionamento, os responsáveis municipais estão a considerar ativar uma área que já consta do Plano de Pormenor a sul desse campo.
- Fiscalização da GNR: maior controlo e menos recuos a áreas não autorizadas;
- Uso temporário do parque de jogos: solução provisória já utilizada;
- Opção em estudo: ativar área prevista no Plano de Pormenor a sul do parque.
O vereador João Semedo trouxe novamente o tema à ordem do dia, depois de ter sido abordado antes da abertura da época balnear. Outros vereadores reconhecem melhorias no ordenamento, mas alertam para a persistência de casos que consideram à margem do admissível e que exigem respostas administrativas.
O vereador Rui Dias informou que aguarda uma posição da Agência Portuguesa do Ambiente relativamente ao uso do parque de jogos. Sem essa deliberação, a Câmara condiciona decisões sobre qualquer ativação definitiva da área prevista no plano municipal.
| Entidade | Posição/Observação |
|---|---|
| GNR | Fiscalização mais ativa, que limita estacionamento em áreas não autorizadas. |
| Câmara de Ílhavo | Estuda ativar área prevista no Plano de Pormenor a sul do parque de jogos. |
| João Semedo | Retomou a discussão sobre a matéria na reunião de Câmara. |
| Rui Dias | Aguarda posição da Agência Portuguesa do Ambiente sobre o uso do parque de jogos. |
Para os moradores e comerciantes da Costa Nova, a definição de um espaço regulamentado é determinante. Uma área organizada pode reduzir conflitos, minimizar impactes ambientais e facilitar a prestação de serviços de apoio — nomeadamente recolha de resíduos e controlo de ruído — durante a época alta.
A ativação de uma zona prevista no plano urbanístico implica, porém, processos técnicos e pareceres de entidades reguladoras. Até lá, a fiscalização continuará a ser a principal ferramenta de gestão no terreno, enquanto a Câmara avalia soluções que conciliem o Turismo e a proteção do espaço público.
Os próximos passos dependem da resposta da Agência Portuguesa do Ambiente e de deliberações futuras do executivo municipal sobre a operacionalização da área contemplada no Plano de Pormenor.