O Festival Entre Quintas saiu reforçado da sua sétima edição, que incluiu a intervenção pública do antigo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e mereceu elogios quanto à qualidade artística e à programação. Criado em pleno período pandémico, o evento tem vindo a afirmar-se como um exemplo de cruzamento entre música, património, vinho e natureza.
Uma edição com crescimento e identidade
Os promotores do festival destacam uma resposta crescente do público e a consolidação de uma identidade própria. José Lobo de Vasconcelos, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Almeirim e um dos fundadores, sublinha que o festival tem vindo a crescer de forma sustentada e a conquistar um público fiel, incluindo visitantes estrangeiros. A programação decorreu em duas fases, com o primeiro fim de semana na Casa Cadaval, em Salvaterra de Magos, e o segundo na Quinta do Casal Branco, em Almeirim.
A organização valorizou, igualmente, a diversidade do cartaz e as iniciativas paralelas, como conferências, que alimentaram um diálogo entre públicos distintos e distintas faixas etárias. O maestro Nikolay Lalov, diretor artístico, e figuras como Teresa Schönborn foram apontadas como decisivas para o percurso e sucesso do projeto.
Um momento musical e uma avaliação pública
Sobre a interpretação de Scheherazade, Marcelo qualificou o concerto como uma “noite notável”, realçando o ambiente e a qualidade da proposta artística. O antigo Presidente considera que esta edição trouxe um programa mais completo e variado, apto a atrair audiências de várias idades, e salientou o crescimento artístico do festival.
“não há outro Festival desta natureza em todo o país.”
Impactos e perspetivas
Os responsáveis destacam que o festival, nascido durante a pandemia para criar oportunidades de atuação para músicos, consolidou-se como um projecto com capacidade de mobilizar públicos e de contribuir para a projeção da região do Tejo. A conjugação de conservação patrimonial, oferta cultural e enoturismo é, segundo promotores, um vetor estratégico para a afirmação regional.
- Localizações da edição: Casa Cadaval (Salvaterra de Magos) e Quinta do Casal Branco (Almeirim).
- Figuras de referência: Marcelo Rebelo de Sousa, Nikolay Lalov, Teresa Schönborn, José Lobo de Vasconcelos.
- Objetivo fundador: criar oportunidades de atuação para músicos durante a pandemia.
| Elemento | Função |
|---|---|
| Marcelo Rebelo de Sousa | Presença e avaliação pública |
| Nikolay Lalov | Diretor artístico |
| José Lobo de Vasconcelos | Promotor/fundador |
O balanço divulgado pelos promotores e a intervenção elogiosa de uma personalidade com visibilidade nacional podem potenciar uma maior atenção mediática e turística às futuras edições. Resta acompanhar se o crescimento continuará a manter a identidade que os responsáveis reclamam e como o festival vai gerir a expansão sem perder o carácter que o diferencia no panorama cultural português.