Os residentes do Bairro dos Pescadores, junto à praia Norte de Viana do Castelo, voltaram a levar à Assembleia Municipal uma sequência de queixas que descrevem uma deterioração da qualidade de vida por causa do tráfego e das operações de recolha de resíduos municipais junto às suas habitações.
Entre as principais preocupações apontadas pelos moradores estão o ruído intenso — em particular de um camião que tritura resíduos —, os maus odores resultantes da atividade de limpeza urbana e a sensação de insegurança, agravada pela proximidade de autocarros elétricos que, por serem silenciosos, aproximam-se sem serem ouvidos.
"Só quem lá mora é que sente todos os dias o ruído constante, os maus odores e a falta de tranquilidade, que esta situação nos trouxe. ... Muitas vezes ainda é de madrugada e já o descanso terminou"
A moradora que apresentou o assunto em reunião camarária alertou também para a retirada de uma barra de proteção que existia entre a via e as habitações, medida que, segundo os habitantes, reduziu a sensação de segurança e a delimitação física do espaço residencial. Referiu ainda que a maioria dos moradores são idosos e que muitos têm dificuldades auditivas, o que aumenta o receio em relação à circulação de veículos junto às portas de casa.
O presidente da Câmara, Luís Nobre, respondeu às queixas afirmando que as situações serão "resolvidas progressivamente". Não foram, contudo, detalhados prazos ou medidas concretas a implementar de imediato durante a intervenção pública registada na sessão.
Impacto local e necessidades de intervenção
Para os moradores, a combinação de ruído, cheiro e circulação próxima das habitações tem efeitos quotidianos: perturba o descanso, impede a abertura de janelas em determinados períodos e aumenta a percepção de risco, sobretudo entre população idosa. As preocupações expostas implicam várias áreas de intervenção municipal, nomeadamente gestão da logística de recolha de resíduos, planeamento de percursos e horários dos autocarros urbanos, e a reposição ou substituição de barreiras físicas que protejam as habitações.
- Problemas apontados: ruído de trituração, maus odores, tráfego junto a portas.
- Grupos mais afetados: residentes idosos e pessoas com perda auditiva.
- Resposta oficial: promessa de resolução faseada pela Câmara.
Os moradores aguardam medidas concretas, como alteração de horários de recolha, afastamento de pontos de operação da zona habitacional, reposição de elementos de proteção e vigilância reforçada, para que a promessa de resolução se traduza em melhorias perceptíveis no dia a dia.
| Queixa | Consequência prática |
|---|---|
| Ruído de máquinas de trituração | Perturbação do descanso e sono |
| Maus odores | Impossibilidade de arejar casas |
| Autocarros elétricos circulando junto às habitações | Risco e sensação de insegurança, sobretudo para idosos |
Seguir-se-á a expectativa de que a Câmara detalhe as medidas e cronogramas. Até lá, os moradores mantêm a pressão pública para que se restabeleça a tranquilidade num bairro que, pela sua localização junto à praia Norte, é também parte significativa do espaço urbano costeiro e da vida comunitária local.