A MSD Portugal apresentou uma intervenção profunda no seu espaço de trabalho com o objectivo de o tornar uma ferramenta activa da cultura corporativa. Em vez de uma mera atualização estética, a empresa implementou princípios do Activity‑Based Working (ABW) para responder aos desafios do trabalho híbrido e às novas dinâmicas de colaboração e flexibilidade.
Mudança de paradigma: do posto fixo à mobilidade funcional
O projecto parte da constatação de que o modelo tradicional, centrado no trabalho individual e em lugares fixos, já não responde às necessidades de equipas ágeis e distribuídas. A solução adoptada visa que o espaço se molde às tarefas — reuniões, brainstorms, foco individual ou interação informal — e não o contrário. A gestão da mudança foi estruturada: uma equipa interna coordenou a implementação para garantir que a transformação fosse coerente com os objectivos da organização.
Valores e práticas que orientam o espaço
A reorganização do escritório pretende reflectir um conjunto de princípios que a empresa enuncia como centrais à sua estratégia — desde a colaboração e urgência até à diversidade e abertura. Estas directrizes funcionam como fio condutor do desenho das áreas e das regras de utilização, estimulando comportamentos que a MSD quer ver reforçados no dia a dia profissional.
“Um dos principais objetivos da transformação do nosso escritório foi evoluir de um espaço com design desatualizado e excessivamente centrado no trabalho individual para um ambiente alinhado com as novas formas de trabalhar”, afirmam Solange Neta e Carla Silva, da equipa de Change Management.
Como o espaço foi repensado
A intervenção traduziu‑se em zonas heterogéneas pensadas para actividades distintas. Entre as soluções implementadas destacam‑se pontos de convívio, áreas para sessões rápidas de trabalho colaborativo e salas dedicadas a reuniões formais ou a tarefas que exigem concentração.
- Coffee points — promoção de encontros informais e troca de ideias.
- Open huddles — espaços para briefing e brainstorming de curta duração.
- Salas de reunião — desde sessões formais a workshops e formações.
- Zonas de foco — destinadas a trabalhos que exigem silêncio e concentração.
As alterações foram pensadas para apoiar não só a produtividade, mas também o bem‑estar físico e mental dos colaboradores, assumindo uma preocupação explícita com a experiência do utilizador do espaço.
Impactos previstos e indicadores
A adopção do modelo ABW promete ganhos em termos de colaboração, eficiência e inovação, mas depende de várias condicionantes: aceitação cultural, regras de utilização claras e formação para modos de trabalho híbridos. A empresa identifica ainda a necessidade de monitorização contínua para aferir resultados e ajustar a configuração conforme a evolução das equipas.
| Componente | Objectivo |
|---|---|
| Design flexível | Adaptar o espaço às tarefas e promover mobilidade |
| Gestão da mudança | Assegurar implementação coordenada e aceitação interna |
| Bem‑estar | Melhorar experiência física e mental dos colaboradores |
Em termos culturais, a iniciativa sublinha uma tendência mais vasta entre organizações portuguesas para tratar o escritório como instrumento estratégico — não apenas um local para estar, mas um meio para moldar comportamentos, reforçar valores e apoiar modelos de trabalho híbridos. A eficácia desta estratégia será medida nos próximos meses através da observação da utilização dos espaços e de métricas internas sobre colaboração e satisfação.