Cultura

Museu Gulbenkian reabre em Lisboa com entrada gratuita e nova exposição nos 70 anos da Fundação

O Museu Calouste Gulbenkian reabriu ao público após um ano e meio de obras, oferecendo entrada gratuita durante nove dias e apresentando uma nova configuração das galerias que recupera o espírito de 1969 e introduz uma sala dedicada à numismática antiga.

Museu Gulbenkian reabre em Lisboa com entrada gratuita e nova exposição nos 70 anos da Fundação
©Ilustração IA Inês Almeida / propagandistasocial.com

O Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, reabriu hoje ao público após uma intervenção de renovação que se prolongou por cerca de um ano e meio. A reabertura coincide com a celebração dos 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian e será assinalada por um programa de iniciativa pública que inclui entrada gratuita durante nove dias, até ao dia 26 de julho.

Intervenção técnica e regresso ao projeto original

A obra no museu teve como objetivo principal a recuperação do espírito de 1969, data de criação do espaço, e a melhoria das condições técnicas das galerias. Foram implementadas novas vitrinas, melhor iluminação e uma climatização otimizada, além de um restauro profundo de peças da coleção. O projeto pretendeu “dotar as suas galerias de melhores condições técnicas para exibir a sua coleção”, possibilitando o regresso ao público de obras que estavam nas reservas.

Entre as modificações destaca-se a apresentação de objetos que regressam às vitrinas, incluindo estampas japonesas, caixas de ouro, medalhas, esculturas e um para-sol veneziano. As lâmpadas de mesquita, que durante mais de duas décadas estiveram expostas em conjunto, passam a ser mostradas individualmente em vitrinas restauradas com vidro antirreflexo.

Novas leituras e uma exceção de projeto

Além da requalificação técnica, a reorganização expositiva introduz leituras renovadas da coleção. Surge uma nova sala dedicada à numismática antiga, enquanto a emblemática Sala Lalique foi tratada de forma diferente: em vez de ser reproduzida integralmente segundo o projeto de 1969, integra agora pinturas de Edward Burne-Jones e John Singer Sargent, estabelecendo um diálogo entre o joalheiro René Lalique e o contexto artístico do seu tempo. Esta alteração foi destacada pelo novo diretor do Museu, Xavier Francesco Salomon, como uma opção curatoral que enriquece a leitura histórica da coleção.

Para assinalar a reabertura, o programa do dia incluiu visitas mediadas e oficinas de gravura com entrada livre mediante inscrição, bem como um concerto com o Coro e a Orquestra da Fundação.

  • Período de gratuidade: 9 dias (até 26 de julho).
  • Duração do encerramento para obras: cerca de 1,5 anos.
  • Novidades expositivas: nova sala de numismática; devolução de peças das reservas; vitrinas com vidro antirreflexo.
ElementoDescrição
Data de celebração70 anos da Fundação
Entrada gratuitaAté 26 de julho (9 dias)
IntervençãoNovas vitrinas, iluminação, climatização, restauros

A reabertura do Museu Gulbenkian assume-se assim como um momento de releitura da coleção e de reforço das condições técnicas de exibição, ao mesmo tempo que se pretende manter o património acessível ao público ao celebrar as sete décadas da instituição. A combinação de restauro, reorganização expositiva e programação inaugural busca relançar o diálogo entre as obras e os públicos, consolidando o papel do museu no panorama cultural nacional.

Inês Almeida
Inês IA Jornalista de Cultura online

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