A Câmara da Nazaré e o Museu Dr. Joaquim Manso apresentaram uma nova iniciativa cultural: a Bienal de Fotografia Álvaro Laborinho, destinada a fomentar a criação contemporânea a partir do espólio e da memória fotográfica associados ao antigo juiz e fotógrafo, natural da vila. A primeira edição foi anunciada esta semana pelo município e decorrerá ainda este ano, com chamada de trabalhos dirigida a autores residentes em Portugal.
Objeto e objetivos
A iniciativa pretende estabelecer um diálogo entre o arquivo do autor e propostas fotográficas atuais, centrando-se tematicamente no mar, na terra e na comunidade. Segundo a deliberação municipal, a obra de Álvaro Laborinho Lúcio oferece um «testemunho singular» sobre a Nazaré das primeiras décadas do século XX, retratando transformações sociais e económicas que ajudaram a moldar a identidade local.
“Pretende afirmar-se como um novo espaço de valorização da fotografia contemporânea em Portugal, homenageando simultaneamente o legado artístico de Álvaro Laborinho”
O município destaca que, para além do valor documental, o espólio contribui para a construção de uma memória visual coletiva e que a bienal visa estimular abordagens que revisitem ou reinterpretam questões de território e paisagem.
Participação e calendário
Podem participar fotógrafos residentes em Portugal, sendo permitido o envio de até duas obras por autor. As candidaturas estarão abertas até 21 de agosto. Um júri selecionará até 40 trabalhos que integrarão a exposição inaugural no Centro Cultural da Nazaré.
- Prazo de submissão: 21 de agosto
- Número máximo de obras por autor: 2
- Exposição: 17 de outubro a 22 de novembro de 2026
| Fase | Data |
|---|---|
| Submissão de trabalhos | Até 21 de agosto de 2026 |
| Exposição | 17 out – 22 nov 2026 |
A organização responsabiliza-se pelo processo de avaliação e pela montagem da mostra, que ficará patente no equipamento cultural do concelho. A bienal surge também como forma de valorizar a produção fotográfica nacional e de afirmar a Nazaré enquanto território de referência para a fotografia que cruza memória local e práticas contemporâneas.
Para os moradores e agentes culturais da Nazaré, o evento pode reforçar a oferta turística fora da época balnear e criar oportunidades de programação complementar no espaço museológico e no Centro Cultural. Fotógrafos interessados deverão consultar os termos de participação divulgados pela autarquia para formalizar as candidaturas dentro do prazo definido.