Detenções durante operação da PJ relacionadas com rapto ocorrido em Cascais
A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta sexta-feira a detenção, no concelho de Sintra, de cinco homens de nacionalidade portuguesa, com idades entre 29 e 42 anos, no âmbito da investigação ao rapto e agressões sofridas por um homem em Cascais na noite de 5 de abril de 2026. A ação foi conduzida pela Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT) e encontra-se agora sob coordenação do Ministério Público do DIAP de Sintra.
De acordo com a PJ, a vítima foi abordada próximo da sua residência em Cascais, vitimada por violência física para ser forçada a entrar numa viatura e, ao longo de várias horas, transportada entre diferentes locais enquanto se encontrava manietada e amordaçada. Durante esse período, foi submetida a agressões repetidas e a queimaduras provocadas com um maçarico de gás e com uma placa elétrica.
"fortemente indiciados"
As agressões incluíram exigência de um resgate — em dinheiro ou na forma de estupefaciente — e terminaram com o abandono da vítima na zona de Rio de Mouro, local onde foi encontrada e necessitou de internamento hospitalar devido às graves queimaduras e outras lesões.
A operação que conduziu às detenções incluiu buscas que permitiram apreender material associado aos crimes e indícios de atividade criminosa:
- dois maçaricos relacionados com as agressões;
- equipamentos de comunicações e uma pistola de alarme;
- um colete balístico e um colete com inscrições alusivas a entidades policiais;
- uma luz azul rotativa semelhante às utilizadas por forças de segurança;
- mais de 1 000 euros em numerário;
- sete quilos de resina de canábis, volume que a PJ estima corresponder a cerca de 30 000 doses individuais;
- uma balança de precisão.
| Item | Quantidade |
|---|---|
| Detidos | 5 (idades entre 29 e 42) |
| Maçaricos apreendidos | 2 |
| Dinheiro apreendido | mais de €1 000 |
| Canábis (resina) | 7 kg (≈ 30 000 doses) |
Os detidos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação, que podem incluir prisão preventiva. A investigação envolve acusações de rapto agravado, tentativa de extorsão, ofensas à integridade física graves qualificadas, roubo e tráfico de droga.
Para os moradores de Cascais, o caso sublinha uma ocorrência violenta ocorrida no concelho e a ligação de atividades ilícitas a redes que, conforme os elementos apreendidos, operavam com equipamentos habitualmente utilizados para simular autoridade policial. As autoridades mantêm a investigação em curso para apurar contributos e responsabilidades adicionais.
Qualquer informação relevante sobre este crime pode ser comunicada às autoridades competentes, que prosseguem as diligências sob a direção do Ministério Público.