Concerto final realça investimento na formação e «visão de futuro»
Na sessão que fechou a temporada 2025/2026, a Orquestra Clássica da Madeira apresentou-se em formação alargada, reunindo em palco 70 instrumentistas e integrando 27 jovens músicos na estrutura da instituição. O espectáculo, dirigido pelo maestro Gianluca Marcianò, foi desenhado como momento de celebração e de transição geracional.
O programa incluiu duas obras centrais do repertório sinfónico: o Concerto para Violino de Aram Khachaturian e a Sinfonia n.º 9 «Do Novo Mundo» de Antonín Dvořák. Na primeira parte, o violinista arménio Haik Kazazyan foi solista e ofereceu ao público interpretações que a organização descreveu como marcadas por frescura na complexidade, terminando com dois encores.
"Foi um concerto de celebração e júbilo", referiu Norberto Gomes, sublinhando a integração de jovens músicos como "uma postura de visão de futuro".
A presença de Kazazyan na Madeira não se limitou ao concerto: o artista conduziu igualmente uma masterclass destinada a jovens violinistas e professores do Conservatório — Escola das Artes da Madeira, permitindo a partilha prática de experiência entre um intérprete de carreira internacional e a comunidade formativa local.
- Formação: inserção de 27 jovens músicos na estrutura da orquestra.
- Repertório: obras de Khachaturian e Dvořák, com destaque para o concerto de violino.
- Atividade pedagógica: masterclass com Haik Kazazyan dirigida a estudantes e docentes.
Para o diretor artístico, Norberto Gomes, o momento simboliza o retorno de um investimento continuado na formação artística da Região e o avanço para uma realidade em que a realização profissional dos músicos madeirenses se torna mais palpável. Gomes defende que a aposta educativa da orquestra é uma singularidade no panorama nacional, por conjugar atividade artística de alto nível e medidas de capacitação das novas gerações.
A segunda parte do concerto, sob a batuta de Gianluca Marcianò, centrou-se na interpretação da 9.ª Sinfonia de Dvořák, explorando dinâmicas e expressividade que encontraram eco junto de uma sala cheia. A adesão do público confirmou a receção positiva à combinação de repertório canónico com a integração de jovens na formação profissional.
| Elemento | Valor |
|---|---|
| Instrumentistas em palco | 70 |
| Jovens integrados | 27 |
| Obras principais | Khachaturian (Concerto para Violino) e Dvořák (Sinfonia n.º 9) |
O encerramento da temporada constitui, assim, um balanço visível da estratégia da orquestra: consolidar uma atividade sinfónica regular enquanto plataforma de formação e de projeção profissional. Para os residentes e para os agentes culturais locais, trata-se de um indicador concreto de que os investimentos em ensino e em oportunidades de palco têm retorno direto, criando trajetórias que podem prolongar-se para além da Região.