PCP apela à defesa do Hospital de Serpa e critica opções passadas
O Secretariado da Concelhia de Serpa do Partido Comunista Português (PCP) emitiu um comunicado em que afirma que a Santa Casa da Misericórdia local «não pode ser entregue ao negócio privado» e reclama medidas destinadas a proteger os trabalhadores, o Hospital e «o futuro do concelho». A declaração, divulgada a 8 de janeiro de 2026, repõe o debate sobre o modelo de gestão dos serviços de saúde que serve a população do concelho.
No comunicado, a concelhia considera que a situação na instituição «é grave», mas sublinha que não se trata de uma fatalidade, atribuindo responsabilidades a decisões políticas anteriores. O PCP aponta como erro inicial a retirada da gestão do Hospital de São Paulo ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a sua entrega a uma entidade sem experiência hospitalar, posicionamento que, segundo os comunistas, teve consequências que continuam a afetar o funcionamento e a prestação de cuidados.
«A Santa Casa da Misericórdia local não pode ser entregue ao negócio privado»
O partido reclama como solução a retomada de responsabilidades pelo Estado: reforço do SNS e devolução da gestão hospitalar pública. No comunicado, o PCP sustenta que só a devolução imediata do Hospital e do bloco operatório ao SNS permitiria evitar o que descreve como o «fracasso deste modelo».
- Defesa dos trabalhadores e da instituição;
- Crítica às opções políticas que afastaram o SNS da gestão hospitalar;
- Pedido de devolução do Hospital e do bloco operatório ao Serviço Nacional de Saúde.
O comunicado do PCP de Serpa dirige ainda críticas à atuação da Câmara Municipal, que, na visão do partido, limitou-se a declarações e reuniões sem resultados concretos para proteger os interesses da população e dos profissionais. A concelhia chama também a atenção para a presença, entre responsáveis autárquicos, de um antigo Secretário de Estado ligado às opções que conduziram à atual configuração.
| Evento | Referência |
|---|---|
| Comunicado do PCP de Serpa | 8 de janeiro de 2026 |
| Entrega da gestão do Hospital ao exterior (mencionada) | data não especificada no comunicado |
Para os habitantes de Serpa, as reivindicações do PCP traduzem-se em preocupações concretas: disponibilidade e qualidade de cuidados, estabilidade dos empregos no sector da saúde e clareza sobre quem gere serviços essenciais. A exigência de devolução ao SNS, se viesse a ser seguida de ações políticas, implicaria processos administrativos e negociações com consequências diretas na organização dos serviços e no acesso dos utentes.
O apelo do PCP relança o debate público sobre a solução mais adequada para garantir cuidados de saúde de proximidade em Serpa, colocando no centro da discussão a proteção dos utentes e dos profissionais, assim como a necessidade de decisões que privilegiem o interesse público sobre objetivos de natureza privada.