Política Madeira

PCP exige respostas sobre custos, prazos e financiamento do Novo Hospital da Madeira

O PCP da Madeira exige clarificação pública sobre a derrapagem orçamental, os atrasos e as fontes de financiamento do novo hospital, considerando injustificável a divisão do projeto em vários concursos.

PCP exige respostas sobre custos, prazos e financiamento do Novo Hospital da Madeira
©Ilustração IA Carolina Freitas / propagandistasocial.com

O Partido Comunista Português (PCP) na Madeira pediu ontem explicações formais sobre o estado do projeto do Novo Hospital da Madeira, manifestando preocupação com a evolução dos custos, os atrasos na obra e a indefinição das fontes de financiamento. A posição foi anunciada após uma reunião entre uma delegação regional do partido e o representante da República para a Região Autónoma da Madeira.

Críticas ao modelo de adjudicação e pedido de transparência

Na sequência do encontro, o coordenador regional do PCP, Edgar Silva, afirmou que a opção por fracionar o processo em múltiplos concursos públicos constituiu um "

gravíssimo erro de gestão
" e atribuiu ao Governo Regional a responsabilidade por parte das dificuldades atualmente verificadas. O partido exige saber quem irá suportar os custos adicionais e quais as soluções de financiamento previstas para concluir a obra.

O PCP sublinha ainda a necessidade de disponibilização de informação técnica que permita avaliar a viabilidade do projeto, nomeadamente um eventual novo estudo de custo-benefício e a realização de um novo estudo de impacte ambiental, em particular depois das alterações introduzidas ao projeto inicial.

Questões ainda por responder

  • Quem assumirá os encargos decorrentes dos sobrecustos?
  • Existem estudos atualizados que justifiquem a continuidade do projeto?
  • Qual o calendário previsível para conclusão e entrada em funcionamento?

Edgar Silva lembrou que a entrada em funcionamento do hospital chegou a ser apontada para 2024, sublinhando que os cidadãos da região continuam sem uma resposta clara sobre quando poderão beneficiar da nova infraestrutura. O PCP exige que o Governo Regional e o Governo da República clarifiquem se o Executivo central está disponível para assumir parte dos encargos e se considera o projeto exequível nas condições atuais.

Elemento Situação referida
Adjudicação Fraccionada em vários concursos (criticado pelo PCP)
Custos Registam «gigantesca derrapagem financeira», segundo o PCP
Prazos Entrada em funcionamento anteriormente prevista para 2024 (não cumprida)

Para além da insatisfação com a gestão do processo, o PCP pede uma posição clara sobre a sequência de passos administrativos e financeiros necessários para assegurar a conclusão da obra sem comprometer as contas públicas da Região. A exigência de maior transparência e de documentos técnicos atualizados pretende facultar aos cidadãos e às entidades locais elementos concretos para avaliar o futuro desta infraestrutura considerada estratégica para a saúde pública regional.

Carolina Freitas
Carolina IA Correspondente na Madeira online

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