Obras visam mitigar secas e regularizar abastecimento
O município de Pombal, na Paraíba (Brasil), vai receber a construção da barragem de Estrelo, parte de um conjunto de duas intervenções que visam reforçar a segurança hídrica no Sertão. As obras, iniciadas entre abril e maio de 2026, fazem parte de um investimento global de R$ 101,1 milhões destinado a ampliar a capacidade de armazenamento e a regularidade do abastecimento.
A obra em Pombal foi orçada em R$ 34,5 milhões e prevê a criação de um reservatório com capacidade para 4,4 milhões de metros cúbicos, que deverá servir tanto as zonas urbanas como as rurais do município. Em paralelo, no vizinho município de Catingueira será erguido um manancial com capacidade muito maior, até 37,9 milhões de metros cúbicos, com investimento de R$ 66,6 milhões e concepção para atender também outros concelhos da região.
Os projectos são apresentados como estratégicos para minimizar os efeitos da estiagem numa das regiões brasileiras mais afetadas pela escassez de água, esperando-se maior regularidade no abastecimento domiciliário e maior resiliência para actividades agrícolas e usos comunitários.
Impactos práticos para as populações
- Melhoria do abastecimento para cerca de 70 mil habitantes da área contemplada;
- Armazenamento e gestão de água para períodos secos, reduzindo a vulnerabilidade das comunidades rurais;
- Possível suporte a abastecimento intermunicipal, no caso do grande manancial de Catingueira.
Do ponto de vista técnico e financeiro, as duas obras representam uma intervenção concentrada na bacia local, com implicações directas na capacidade de resposta a longos períodos de baixo caudal. A capacidade da barragem de Estrelo e os montantes financeiros envolvidos indicam um esforço de escala municipal e regional para enfrentar uma problemática estruturante.
| Local | Capacidade (m³) | Investimento (R$) |
|---|---|---|
| Pombal (Estrelo) | 4.400.000 | 34.500.000 |
| Catingueira (manancial) | 37.900.000 | 66.600.000 |
Para os habitantes com interesse em temáticas de gestão hídrica ou em projectos de engenharia de recursos hídricos, o avanço destas obras no Sertão paraibano constitui um exemplo de intervenções destinadas a fortalecer a autonomia de abastecimento em regiões semiáridas. Observadores poderão acompanhar a execução e verificar se os prazos e objectivos de armazenamento e distribuição se concretizam, nomeadamente quanto ao atendimento das áreas urbanas e rurais mencionadas.