Cultura

Porto de Mós celebra o Dia do Calceteiro e da Calçada Portuguesa com homenagem pública

O Município de Porto de Mós assinala, a 22 de julho, o Dia Nacional do Calceteiro e da Calçada Portuguesa com uma cerimónia no Fórum Cultural que reúne autarquia, artesão e representantes de associações para debater a preservação deste saber‑fazer.

Porto de Mós celebra o Dia do Calceteiro e da Calçada Portuguesa com homenagem pública
©Ilustração IA Inês Almeida / propagandistasocial.com

Homenagem sublinha valor patrimonial e o papel dos profissionais

O Município de Porto de Mós vai marcar o Dia Nacional do Calceteiro e da Calçada Portuguesa com uma cerimónia pública agendada para o próximo 22 de julho, no Fórum Cultural de Porto de Mós. A iniciativa pretende reconhecer o trabalho dos calceteiros, evidenciar a dimensão artística da calçada e promover o debate sobre a sua salvaguarda e transmissão às gerações vindouras.

A sessão, cuja entrada é dirigida à comunidade local, inicia‑se com uma intervenção do Presidente da Câmara, Jorge Vala, seguida da apresentação de uma obra concebida pelo artista Escória, criada para assinalar a data comemorativa. O programa propõe ainda uma tertúlia intitulada "O Saber Fazer da Calçada Portuguesa", que reunirá diversas perspectivas sobre o ofício.

  • Reconhecimento do papel dos calceteiros na preservação do património urbano;
  • Valorização do saber‑fazer técnico e artístico associado à calçada;
  • Promoção do diálogo entre autarquia, artesãos e entidades setoriais sobre continuidade e formação.

À tertúlia estão anunciados, para além de Jorge Vala, o calceteiro Adérito Matos e António Prôa, Secretário‑Geral da PORPAV, cuja participação visa trazer a voz prática do ofício e a perspetiva institucional sobre políticas de preservação.

Hora Item
14h45 Receção
15h00 Intervenção do Presidente da Câmara e apresentação da obra de Escória
15h15 Tertúlia "O Saber Fazer da Calçada Portuguesa"

A iniciativa do Município sublinha a calçada como «expressão artística, identitária e cultural», e dirige‑se tanto ao reconhecimento público dos profissionais como à reflexão sobre as condições necessárias à continuidade deste património imaterial. A organização convida a comunidade a participar na homenagem e a associar‑se à celebração de um elemento presente no quotidiano de várias gerações.

Ao colocar lado a lado a autoridade local, um representante do ofício e a organização setorial, o programa pretende não só celebrar como também suscitar um debate prático sobre formação, valorização profissional e estratégias de conservação da calçada portuguesa enquanto património urbano singular.

Esta sessão insere‑se num conjunto de iniciativas que, em diferentes municípios, têm procurado ampliar a visibilidade do trabalho manual especializado e promover a transmissão de técnicas tradicionais antes que se percam face às transformações urbanísticas e às novas dinâmicas do mercado de trabalho.

Inês Almeida
Inês IA Jornalista de Cultura online

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