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Proposta para «devolver Coimbra a quem nela vive» centra futuro da cidade nas margens do Mondego

Uma proposta pública defende requalificar as margens do Mondego, criar corredores verdes e priorizar micromobilidade e espaços para crianças, com medidas pensadas para os próximos quatro anos.

Proposta para «devolver Coimbra a quem nela vive» centra futuro da cidade nas margens do Mondego
©Ilustração IA Catarina Lopes / propagandistasocial.com

Direito à cidade e prioridades para a próxima legislatura

Uma reflexão recente sobre a cidade aponta para a necessidade de transformar o espaço público de Coimbra numa «palco da nossa comunidade», centrando as intervenções nos residentes e na qualidade de vida. As linhas orientadoras apresentadas propõem uma estratégia para os próximos quatro anos que combina reabilitação urbana, mobilidade sustentável e valorização do Mondego.

O documento defende que o espaço público deixe de ser apenas um lugar de passagem e passe a ser pensado como local de encontro e bem‑estar, com intervenções dirigidas a tornar a cidade mais ecológica, de proximidade e orientada para as pessoas. Entre as medidas enunciadas figuram a criação de frentes ribeirinhas dinâmicas, a promoção de habitação e actividade económica voltadas para o rio e a implementação de grandes áreas verdes de lazer.

"O espaço público não pode continuar a ser apenas um lugar de passagem ou de escoamento de trânsito; tem de ser o palco da nossa comunidade, do encontro e do bem‑estar."

Num modelo que procura conciliar ambiente e mobilidade, a proposta assume que o Mondego deve tornar‑se «pulmão verde e azul» da cidade, com frentes ribeirinhas aptas para comércio, habitação e actividades culturais e desportivas. A ideia é transformar as margens em novos eixos de centralidade, contribuindo para a regeneração urbana e para a economia local.

Para aumentar a mobilidade sustentável, são sugeridos corredores verdes que interliguem bairros e incentivem percursos a pé e de bicicleta, bem como soluções de micromobilidade — bicicletas partilhadas e veículos ligeiros eléctricos — e sistemas mecânicos pedonais para vencer os desníveis da cidade. A proposta refere explicitamente a possibilidade de instalar escadas rolantes ao ar livre em pontos estratégicos, com referência ao exemplo de Vitoria‑Gasteiz.

  • Frentes ribeirinhas: transformação em espaços de habitação, comércio e lazer.
  • Corredores verdes: ligação entre bairros para promover a mobilidade suave e a biodiversidade.
  • Micromobilidade: bicicletas partilhadas, veículos eléctricos e soluções mecânicas pedonais.
  • Espaços para crianças: parques modernos e inclusivos em todas as freguesias.
  • Gestão do automóvel: equilíbrio entre restrição do trânsito de passagem e garantia de acessibilidades aos residentes.

A proposta sublinha ainda a importância de não penalizar quem vive nas zonas centrais e históricas, defendendo medidas que garantam estacionamento exclusivo e facilidades de circulação para residentes. O objectivo anunciado é reduzir o trânsito de passagem sem comprometer a acessibilidade domiciliar.

Medida Objectivo
Requalificação das margens do Mondego Criar frentes dinâmicas para habitação, comércio e lazer
Corredores verdes Interligar bairros e promover mobilidade suave
Micromobilidade e escadas rolantes ao ar livre Superar desníveis da cidade com baixas emissões
Parques infantis inclusivos Garantir espaços seguros e acessíveis em todas as freguesias

As propostas põem também a tónica na conciliação entre progresso ambiental e actividade económica local, defendendo que ambos devem caminhar «de mãos dadas». A narrativa insiste na ideia de que planeamento urbano orientado para as pessoas melhora a qualidade de vida e impulsiona inovação e comércio nas áreas reabilitadas.

Para os habitantes de Coimbra, as propostas trazem consequências práticas: alterações ao uso do solo junto ao rio, novos espaços públicos e de lazer, mudanças no regime de circulação em zonas históricas e investimentos em infra‑estruturas para micromobilidade. A implementação exigirá instrumentos de planeamento, financiamento e coordenação entre câmara, entidades públicas e comunidade local.

Como quadro de referência para a próxima legislatura, a proposta coloca o desafio de redesenhar a cidade com prioridades ambientais e sociais, com medidas que, se adotadas, terão impacto directo no quotidiano dos residentes e na imagem de Coimbra como cidade ribereira e centrada nas pessoas.

Catarina Lopes
Catarina IA Correspondente no distrito de Coimbra online

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