Problemas regulares no ferry e proposta de apoio social
A concelhia do PS de Aveiro alertou, no balanço de uma visita à freguesia de São Jacinto, para um conjunto de dificuldades que tornam a vida quotidiana dos moradores mais onerosa e incerta. Entre os problemas apontados estão o incumprimento dos horários do ferry, avarias frequentes — incluindo uma suspensão temporária do serviço a 25 de julho — e condições deficientes na infraestrutura de embarque.
Os socialistas sublinham que a combinação destes problemas "ajuda a explicar a perda de população desta freguesia, nas últimas décadas" e que São Jacinto é hoje "a freguesia mais envelhecida do município". Para quem estuda ou trabalha no centro de Aveiro, a ligação diária tornou-se um encargo em termos de tempo e custo.
"O ferry não cumpre os horários estipulados. Os atrasos impedem as pessoas de chegarem atempadamente aos seus compromissos: laborais, académicos, sociais… As avarias são constantes".
Além da fiabilidade do transporte, o PS destaca outros constrangimentos práticos: a bilheteira no Forte da Barra nem sempre opera; o bilhete não é renovável; não existem sanitários no local; e a supressão da linha 13 (Aveiro – Forte da Barra – São Jacinto), que combinava autocarro e travessia, não foi devidamente substituída pela alternativa com a linha 36 da Busway, tornando o transbordo menos direto.
Como medida concreta, o PS propõe que a Câmara Municipal suporte a diferença para reduzir o passe mensal para quem transporta automóvel no ferry de 114,70€ para 80€. Os dados apontados indicam que, em 2024, foram vendidos 113 passes; na estimativa socialista, a concretização da redução representaria um encargo anual aproximado de 47.000€ para o município, correspondente a cerca de 0,02% do orçamento global camarário.
Segue-se um resumo numérico do impacto financeiro apresentado pelo PS:
| Item | Valor |
|---|---|
| Preço atual do passe (auto no ferry) | 114,70€ |
| Preço proposto pelo PS | 80€ |
| Passes vendidos em 2024 | 113 |
| Custo anual estimado para a Câmara | 47.000€ |
Para os moradores de São Jacinto, estas propostas e críticas têm consequências práticas. Uma redução do passe diminuiria o custo direto de deslocação para quem depende do veículo e do ferry, podendo tornar a freguesia mais atraente para jovens trabalhadores e estudantes. Por outro lado, a insuficiente fiabilidade do serviço e as lacunas nas infraestruturas mantêm um obstáculo à mobilidade, afetando o acesso ao emprego, à educação e aos serviços do centro de Aveiro.
O apelo do PS coloca uma questão de política pública local: conciliar a necessidade de garantir um transporte fluvial fiável com medidas de apoio social que reconciliem os custos de deslocação com a sustentabilidade orçamental do município. Cabe agora à Câmara e aos operadores responsáveis clarificar respostas sobre melhoria do serviço, manutenção das instalações no Forte da Barra e a eventual cobertura da diferença do passe proposta pelos socialistas.
- Fiabilidade: atrasos e avarias frequentes, suspensão em 25 de julho;
- Infraestruturas: bilheteira intermitente e falta de sanitários no Forte da Barra;
- Política social: proposta de redução do passe para 80€ com custo estimado de 47.000€/ano.