A Semana do Bordado da Madeira chegou ao fim após cinco dias inteiros de atividades destinadas a promover e valorizar um dos mais emblemáticos ofícios tradicionais da região. Organizada pela Secretaria Regional de Agricultura e Pescas, através do IVBAM, esta foi a terceira edição do evento que pretende consolidar práticas artesanais e estimular a sua fruição pública.
O encerramento decorreu com uma conversa pública e uma visita guiada à instalação 'A Ilha', da artista Vilma Florença, que esteve patente na Galeria do Espaço de Artes e Ofícios Tradicionais. A programação incluiu também uma Roda de Bordado ao vivo, na qual participaram 50 bordadeiras, gesto simbólico que evocou a ligação entre gerações e celebrizou o saber-fazer local, numa iniciativa que recordou os 50 anos da Autonomia da Região.
Preservação e visibilidade do saber tradicional
Ao longo dos cinco dias, a Semana procurou articular demonstrações práticas, diálogo entre artesãos e público e espaços de reflexão sobre a continuidade do bordado enquanto recurso cultural e forma de rendimento. A presença de bordadeiras em grande número durante a Roda de Bordado destacou-se como momento central, conferindo visibilidade ao trabalho manual e às técnicas transmitidas por via familiar e comunitária.
Para além da componente expositiva, os organizadores privilegiaram o contacto direto entre criadores e visitant es, sugerindo caminhos para a promoção do bordado em mercados locais e turísticos, sem desvirtuar as características identitárias da peça tradicional.
- Organização: Secretaria Regional de Agricultura e Pescas / IVBAM
- Duração do evento: cinco dias
- Participação destacada: 50 bordadeiras na Roda de Bordado
- Exposição de destaque: instalação 'A Ilha' — Vilma Florença
| Item | Informação |
|---|---|
| Edição | 3.ª |
| Duração | 5 dias |
| Evento principal de encerramento | Instalação 'A Ilha' e Roda de Bordado |
O balanço imediato para a comunidade passa pela reafirmação do bordado enquanto elemento de identidade cultural e potencial alavanca para atividades culturais locais. Para as bordadeiras, participar em iniciativas deste tipo reforça redes de troca de conhecimentos e possibilidades de divulgação das suas peças.
Nas palavras dos responsáveis pela organização, a aposta na continuidade do evento visa não só a salvaguarda patrimonial, mas também a criação de condições para que as artes e ofícios tradicionais se integrem de forma sustentável na economia cultural regional. A realização anual da Semana, agora na sua terceira edição, pretende assim consolidar um espaço de encontro entre tradição e contemporaneidade.