Medidas imediatas e articulação entre forças
A Câmara Municipal de Sintra decidiu reforçar de imediato a vigilância na Serra de Sintra depois de ter tomado conhecimento da circulação, em vários grupos de WhatsApp, de mensagens com alegadas ameaças de incêndio. A decisão foi tomada pelo presidente da autarquia, Marco Almeida, que reuniu uma equipa com a Polícia Municipal, Proteção Civil e os serviços jurídicos do município.
Para acompanhar e investigar a origem das mensagens foram alertadas entidades de segurança nacionais: segundo a informação tornada pública, a Guarda Nacional Republicana (GNR) foi informada e a notícia foi remetida ao Ministério Público. A Polícia Judiciária está a ser contactada para seguir o caso e a Câmara Municipal de Cascais também foi notificada.
Dispositivo atual e providências da autarquia
O reforço do dispositivo de vigilância envolve os meios já mobilizados na serra — bombeiros, Proteção Civil, Polícia Municipal e elementos do Exército — bem como recursos de monitorização digital. A autarquia apresentou uma participação contra desconhecidos, juntando às autoridades as mensagens recebidas e o testemunho de quem foi contactado.
- Entidades mobilizadas: Bombeiros, Proteção Civil, Polícia Municipal, Exército, GNR, Polícia Judiciária.
- Ações tomadas: participação na polícia, envio de informação ao Ministério Público, reforço imediato do patrulhamento e monitorização digital.
- Contexto: circulação das mensagens ocorreu dias após alterações ao trânsito automóvel nos acessos à serra.
“A Câmara e os sintrenses não podem estar reféns de ameaças contra o seu património.”
O presidente da Câmara sublinhou que, mal a autarquia foi informada, tomou medidas para falar com as forças de segurança e garantir a proteção do património. A autarquia também identificou testemunhas e anexou relatos que apontam para operadores turísticos e guias terem recebido alertas para evitar presença na serra nos próximos dias.
Impacto local e próximas etapas
O fenómeno preocupa por várias razões concretas para quem vive ou trabalha em Sintra: além do evidente risco para a vegetação e estruturas patrimoniais da serra, a circulação de alarmes pode condicionar atividades turísticas e a rotina de trabalhadores e residentes. A autarquia limita-se a referir que não tolerará ações que ponham em risco o património e aguarda o desenvolvimento das investigações coordenadas pelas autoridades competentes.
| Entidade | Papel |
|---|---|
| Câmara de Sintra | Reforço da vigilância; participação contra desconhecidos; coordenação local |
| GNR | Alertada e informada ao Ministério Público |
| Polícia Judiciária | Acompanhamento do inquérito (contactada) |
Para os habitantes e visitantes, a recomendação prática passa por manter a calma, respeitar eventuais condicionamentos de circulação e colaborar com as autoridades caso sejam solicitadas informações ou testemunhos. A Câmara aponta que o reforço da vigilância já está em curso e que espera «contar com todos para defender o nosso património e a nossa serra», reafirmando que não aceitará ser condicionada por este tipo de ameaças.