Resumo da sessão descentralizada
Na sexta-feira, a Assembleia Municipal de Tomar levou o debate sobre o Estado do Concelho à União de Freguesias de Casais e Alviobeira, numa sessão marcada pela presença de moradores afetados pela tempestade Kristin e por intervenções centradas em problemas concretos: abastecimento de água, habitação, execução de projetos do PRR e equipamentos públicos.
O presidente da Câmara, Tiago Carrão (PSD), apresentou um balanço dos primeiros nove meses de mandato, com indicadores que descrevem um concelho em transição: cerca de 38 000 habitantes, saldo migratório positivo mas saldo natural negativo e um índice de envelhecimento que aproxima os três idosos por cada jovem. No âmbito económico, foram destacados um volume de negócios empresarial superior a €500 milhões e um setor turístico que gera, segundo o executivo, cerca de €12 milhões anuais.
Prioridades e dificuldades apontadas
Durante a sessão, a população presente realçou problemas não resolvidos decorrentes da tempestade de 28 de janeiro, nomeadamente falhas nas comunicações e danos em infraestruturas locais. A oposição exigiu maior celeridade na concretização de promessas eleitorais, enquanto o executivo reconheceu constrangimentos na execução de obras financiadas pelo PRR.
“O turismo é importante, mas Tomar não poderá viver apenas do turismo.”
O autarca sublinhou a importância de diversificar a economia e de reforçar a atividade industrial e empresarial como forma de sustentar o crescimento e reduzir a dependência do turismo.
PRR e obras escolares
Um dado que suscitou preocupação foi o ritmo da empreitada de requalificação da Escola Gualdim Pais, cuja execução se situa próxima dos 43%. O município admitiu o risco de incumprimento dos prazos inicialmente previstos, o que pode implicar revisões de calendário e eventuais consequências financeiras ou administrativas.
- Problemas urgentes: abastecimento de água e comunicações em zonas afetadas por Kristin.
- Investimentos: execução parcial de projetos do PRR, com risco de atraso.
- Estratégia económica: necessidade de diversificar além do turismo.
Para os moradores de Casais e Alviobeira, a deslocação do debate à freguesia permitiu confrontar diretamente o executivo com necessidades locais, desde a reparação de vias e equipamentos até a garantia de serviços básicos. O desfecho da discussão passa agora por acompanhar as medidas anunciadas e a calendarização das intervenções prometidas.
| Dado | Valor |
|---|---|
| População aproximada | 38 000 |
| Volume de negócios empresarial | €500M+ |
| Receita do turismo | €12M |
| Execução Escola Gualdim Pais | 43% |
| Índice de envelhecimento | ~3 idosos por jovem |
Os próximos passos para os tomarenses passam por acompanhar a execução das obras e exigir transparência nos prazos do PRR, bem como fiscalizar medidas para assegurar o abastecimento de água e a recuperação das áreas afetadas por Kristin.