Concentração e greve em duas fábricas do concelho
Os trabalhadores da ZF Lifetec concentraram‑se esta sexta‑feira junto às instalações da empresa na Gemieira e em Fornelos, no concelho de Ponte de Lima, para reivindicar um aumento dos salários e a abertura de uma negociação eficaz sobre o caderno reivindicativo apresentado.
A ação, acompanhada pelo Secretário‑Geral da CGTP‑IN, Tiago Oliveira, decorre depois de uma greve iniciada na quinta‑feira. Segundo os trabalhadores, a paralisação prolongou‑se para a sexta‑feira e está a ocorrer em regime de bloqueios de duas horas por turno.
"para reivindicar o aumento de salários dignos e uma verdadeira negociação do caderno reivindicativo apresentado."
As duas unidades da ZF Lifetec em Ponte de Lima empregam cerca de 1.700 trabalhadores, tornando a disputa laboral num assunto com impacto direto para muitas famílias e para a economia local, dado o peso da empresa no mercado de trabalho do concelho.
- Localizações: Gemieira e Fornelos (Ponte de Lima)
- Entidade sindical presente: CGTP‑IN, representada pelo Secretário‑Geral Tiago Oliveira
- Motivo: aumento salarial e negociação do caderno reivindicativo
Para facilitar a compreensão do movimento e dos períodos de paralisação, apresenta‑se a programação das greves por turno:
| Turno | Período de greve |
|---|---|
| Matutino | 06h00–08h00 |
| Vespertino | 14h00–16h00 |
| Noturno | 22h00–00h00 |
O protesto e a greve colocam várias questões práticas à comunidade local: possível redução da produção nas fábricas, impacto nas cadeias de fornecimento regionais e efeitos imediatos em rendimentos familiares, especialmente se a paralisação se mantiver por mais dias. A concentração junto às unidades também mobilizou famílias e apoiantes, o que realça a dimensão social do conflito laboral.
Até ao momento não foi divulgada uma posição oficial da administração da ZF Lifetec relativamente às exigências dos trabalhadores nem detalhes sobre eventuais negociações em curso. A presença de uma direção sindical nacional indica, contudo, que o conflito tem acompanhamento para além do âmbito local e poderá evoluir para ações de maior duração se não houver avanços nas negociações.
Para os habitantes de Ponte de Lima, a evolução da situação deverá ser acompanhada de perto: trata‑se de um conflito que envolve um empregador com forte presença no concelho e que pode ter consequências económicas e sociais imediatas se as paralisações se alargarem.