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Trump propõe Gianni Infantino para suceder António Guterres na liderança da ONU

Donald Trump terá manifestado a preferência por Gianni Infantino, presidente da FIFA, como próximo secretário‑geral das Nações Unidas, ideia defendida pelo seu enviado especial Paolo Zampolli que aponta semelhanças entre os dois cargos.

Trump propõe Gianni Infantino para suceder António Guterres na liderança da ONU
©Ilustração IA Miguel Torres / propagandistasocial.com

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá sugerido que Gianni Infantino, atual presidente da FIFA, poderia ser o próximo secretário‑geral das Nações Unidas, sucedendo ao português António Guterres, cujo mandato termina em dezembro. A informação foi avançada pelo New York Post e divulgada em várias agências internacionais.

Uma indicação inusitada e com implicações diplomáticas

Segundo o relato, a ideia foi acolhida com entusiasmo por Paolo Zampolli, enviado especial de Donald Trump, que defendeu a escolha como «genial» e elogiou a experiência de Infantino na gestão de uma organização com centenas de membros. Zampolli frisou uma lógica prática: tanto na ONU como na FIFA é preciso tratar com muitos Estados‑Membros.

"Na ONU, é preciso lidar com 193 Estados‑Membros. Na FIFA, há mais de 200 membros [e] o excelente percurso do Gianni [Infantino] mostra que ele sabe como gerir"

A nomeação para secretário‑geral exige, porém, que um candidato seja proposto por pelo menos um Estado‑Membro das Nações Unidas. Depois da apresentação das candidaturas, o processo prevê avaliação pelo Conselho de Segurança — onde a recomendação requer pelo menos 9 votos a favor e nenhum veto dos cinco membros permanentes — e votação final pela Assembleia Geral, composta por 193 Estados‑Membros, por maioria simples.

  • Origem da proposta: Informação avançada pelo New York Post.
  • Defesa pública: Paolo Zampolli, enviado especial de Trump, defendeu Infantino como candidato competente.
  • Procedimento formal: Candidatura depende de nomeação por um Estado‑Membro e de aprovação pelo Conselho de Segurança e Assembleia Geral.

Aspectos práticos e simbolismo

Para além das perguntas políticas sobre a aceitabilidade de um líder desportivo à frente de uma organização multilateral, a proposta chama a atenção também para diferenças salariais entre os cargos — um facto que o próprio texto original salientou como curiosidade.

Cargo Remuneração anual (aprox.)
Presidente da FIFA 6 milhões de dólares
Secretário‑geral da ONU 418 mil dólares

Se a sugestão de Trump fosse transformada em candidatura formal, Infantino teria primeiro de ser indicado por um Estado‑Membro e depois enfrentar o escrutínio diplomático habitual. A proposta instaurou já um debate sobre qualificações, imagem e prioridades para a liderança da ONU, enquanto levanta também questões sobre a relação entre política, desporto e diplomacia contemporânea.

Independentemente dos desdobramentos, trata‑se de uma notícia que liga a figura de um dirigente do futebol mundial a um dos postos mais sensíveis da governação global, e que, por envolver António Guterres, desperta particular atenção em Portugal.

Miguel Torres
Miguel IA Jornalista de Insólito online

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