O setor turístico do Algarve gerou 698 milhões de euros em proveitos durante o primeiro semestre de 2026, um aumento de 7,7% relativamente ao mesmo período de 2025, segundo o comunicado do Turismo do Algarve divulgado esta sexta‑feira.
Dados chave e evolução da procura
Entre janeiro e junho, os estabelecimentos de alojamento da região acolheram 2,4 milhões de hóspedes e registaram 8,8 milhões de dormidas, valores que representam subidas de 3,1% e 1,7%, respetivamente, face ao primeiro semestre de 2025. O Aeroporto de Faro movimentou 4,79 milhões de passageiros no mesmo período, reafirmando o papel da infraestrutura como principal porta de entrada turística da região.
| Métrica | Valor (1.º semestre 2026) |
|---|---|
| Proveitos | 698 milhões € |
| Hóspedes | 2,4 milhões |
| Dormidas | 8,8 milhões |
| Passageiros Aeroporto de Faro | 4,79 milhões |
| Estada média | 3,69 noites |
| Taxa líquida de ocupação‑quarto | 53,1% |
| RevPAR | 59 € |
| ADR | 111,2 € |
Mercados e rendimento
Os proveitos cresceram acima dos indicadores de procura, sinalizando uma valorização económica da atividade turística na região. Tanto o mercado interno como o internacional apresentaram crescimento: hóspedes residentes em Portugal aumentaram 3,7% (com dormidas de residentes a subir 2,4%), enquanto os hóspedes não residentes registaram uma subida de 3% e as respetivas dormidas cresceram 1,5%.
Em termos de desempenho operacional, a estada média situou‑se nas 3,69 noites — a mais elevada entre as regiões do continente — e a taxa líquida de ocupação‑quarto alcançou 53,1%, próxima da média nacional. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi de 59 euros e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) de 111,2 euros.
Impacto local e perspetivas
Albufeira manteve‑se como o principal destino do Algarve em número de dormidas, mantendo a sua centralidade na oferta turística regional. O aumento dos proveitos, mais acentuado do que a variação na procura, poderá ter efeitos diretos sobre rendimentos do setor, expectativas de receita para empresas locais e cobrança fiscal associada às actividades turísticas.
«Mostram um Algarve que continua a crescer de forma sustentada e, sobretudo, a criar mais valor», afirmou André Gomes, presidente do Turismo do Algarve. «Confirma a capacidade do destino para qualificar a procura e reforçar o contributo do turismo para a economia regional».
Apesar do otimismo, a direção do Turismo do Algarve sublinha uma leitura prudente quanto à segunda metade do ano, lembrando a influência de fatores económicos e do contexto internacional nas perspetivas de procura. Para residentes e agentes económicos, estes números indicam simultaneamente oportunidade e a necessidade de preparação para gerir fluxos turísticos, pressões sobre serviços e infraestruturas e a sazonalidade típica da região.
- O que muda para quem vive no Algarve: maior dinâmica económica local, possível pressão em serviços públicos e transportes nos meses de ponta.
- Para o sector empresarial: oportunidade de reforço de receitas e necessidade de planear oferta e preços face à valorização da procura.
- Para visitantes: disponibilidade crescente de oferta, com estada média superior à de outras regiões do continente.
Os dados divulgados colocam o Algarve numa trajetória de crescimento em valor, com implicações diretas para o tecido económico do distrito de Faro e para a gestão da atividade turística nos próximos meses.