A Universidade de Lisboa confirmou a disponibilização de 1.018 novas camas para estudantes já a partir do ano letivo 2026/2027, num dos maiores programas de investimento em residências universitárias realizados em Portugal. Com este acréscimo, o número total de camas criadas ao abrigo do plano sobe para 1.506, segundo a instituição.
Financiamento e fases do investimento
O investimento global ultrapassa os 80 milhões de euros, dos quais 49,5 milhões são financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Uma primeira fase, que incluiu 488 camas, já entrou em funcionamento no ano letivo anterior; as 1.018 camas restantes estão previstas para abrir portas no arranque do próximo período lectivo.
- Total de camas previstas no plano: 1.506
- Fase 1 (já em funcionamento): 488 camas
- Fase 2 (2026/2027): 1.018 camas
- Investimento total estimado: >80 milhões de euros
- Contribuição do PRR: 49,5 milhões
Em comunicado, a universidade assinala que as novas residências foram concebidas para oferecer condições modernas e sustentáveis, com espaços de convívio e iniciativas de promoção do bem-estar e sucesso académico dos estudantes. A construção integra também critérios de acessibilidade e eficiência energética.
"O investimento é essencial para promover igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior", afirmou o reitor Luís Ferreira, sublinhando ainda a intenção de garantir "as melhores condições para viverem, estudarem e desenvolverem o seu percurso académico".
Impacto local e contexto
O anúncio surge num contexto de forte pressão sobre o mercado de arrendamento em Lisboa, que tem dificultado o acesso à habitação para estudantes deslocados. A expansão das residências universitárias visa mitigar esse constrangimento e reforçar a atratividade da universidade e da cidade como pólos de ensino superior.
Para os moradores e potenciais frequentadores da ULisboa, a medida pode traduzir‑se em redução da procura por alojamentos no mercado privado e em maior diversidade de opções de habitação estudantil a preços controlados. Por outro lado, a concretização do projeto terá impacto urbanístico local durante as obras e nas dinâmicas dos bairros onde as residências se situarem.
A universidade reivindica que esta iniciativa a coloca entre as instituições com maior capacidade de alojamento estudantil no país, e aponta as residências como um elemento essencial para a inclusão e coesão social no âmbito da experiência académica.
| Elemento | Valor |
|---|---|
| Camas fase 1 | 488 |
| Camas fase 2 | 1.018 |
| Total de camas (plano) | 1.506 |
| Investimento total | >80 milhões € |
| Financiamento PRR | 49,5 milhões € |
O calendário comunicacional aponta para a abertura das novas vagas no início do ano lectivo de 2026/2027. A administração da universidade deverá, nos próximos meses, divulgar os critérios de atribuição das camas, preços e procedimentos de candidatura para os estudantes interessados.