Universidade de Aveiro integra IA no currículo de todos os cursos
A Universidade de Aveiro (UA) vai tornar obrigatória a inclusão de componentes de inteligência artificial em unidades curriculares, de forma a que, a partir do próximo ano letivo, cada curso tenha pelo menos uma cadeira com conteúdos ou ferramentas de IA por semestre. A determinação foi adiantada pelo reitor, no seguimento de um plano de ação que pretende atualizar práticas pedagógicas face às tecnologias emergentes.
A proposta, que será formalizada num despacho do reitor, visa que cerca de 20% do programa de cada estudante incorpore, de alguma forma, estes recursos digitais. A estratégia defende uma abordagem centrada na aprendizagem, evitando políticas de proibição, e promove o uso intencional e transparente da IA alinhado com as competências que são objecto de avaliação.
"Pelo menos uma unidade curricular de cada curso e de cada semestre tenha, de alguma forma, incorporada a Inteligência Artificial"
O reitor realça que o objectivo é que nenhum estudante da UA termine a formação sem saber utilizar de forma competente ferramentas de IA. Para além do ensino, a integração desta tecnologia já impacta a investigação em centros como o CICECO e o TEMA, exemplificando o cruzamento entre práticas académicas e investigação aplicada.
- Implementação: despacho do reitor a publicar em breve;
- Âmbito: pelo menos uma unidade curricular com IA em cada curso e em cada semestre;
- Objetivo: garantir que todos os estudantes adquirem competências mínimas no uso de IA.
Para preparar a comunidade académica, a UA planeia um evento em setembro que funcionará como um observatório das iniciativas já em curso na universidade, permitindo mapear práticas existentes e oferecer um enquadramento organizacional para prosseguir a integração da IA nos percursos formativos.
| Medida | Detalhe |
|---|---|
| Percentual aproximado | 20% do programa de cada estudante |
| Cobertura | Uma unidade curricular com IA por curso e por semestre |
| Exemplos de investigação | CICECO, TEMA |
A medida representa uma mudança de paradigma para a oferta formativa local, com implicações práticas para docentes, estruturas curriculares e serviços de apoio académico. Haverá necessidade de capacitação pedagógica de professores, adaptação de planos de aula e definição clara de que competências se pretendem avaliar quando a IA estiver envolvida no trabalho dos alunos.
Para os estudantes, a integração pode traduzir-se em maior exposição a ferramentas digitais que dominam o mercado de trabalho, mas também exige regulamentação disciplinar e clarificação das regras de avaliação, pedindo-se transparência sobre quando e como é permitido recorrer a estes instrumentos.
O calendário de execução e o detalhe das unidades que incorporarão IA serão conhecidos quando o despacho for publicado, mas a intenção da administração da UA é clara: tornar a universidade um espaço onde o ensino e a investigação acompanham de forma mais estruturada a transformação tecnológica.