Economia

Banco de Portugal instaurou 135 processos no 2.º trimestre e aplicou coimas de 3,4 milhões de euros

O supervisor regulador instaurou 135 processos de contraordenação entre abril e junho, concluiu 106 e impôs coimas que totalizaram 3.424.500 euros, na sua maior parte por infrações de natureza comportamental.

Banco de Portugal instaurou 135 processos no 2.º trimestre e aplicou coimas de 3,4 milhões de euros
©Ilustração IA Tiago Marques / propagandistasocial.com

Supervisão intensificada do sector financeiro no segundo trimestre

O Banco de Portugal reportou a instauração de 135 processos de contraordenação no segundo trimestre de 2026, dos quais 106 foram concluídos no mesmo período, segundo a síntese da actividade sancionatória divulgada esta segunda-feira. Do total de multas aplicadas no âmbito dos processos concluídos resultou um montante acumulado de 3.424.500 euros, com 15.000 euros suspensos.

O relatório detalha a natureza das infrações levantadas: a esmagadora maioria dos processos instaurados — 121 — refere-se a infrações de natureza comportamental. A par destas, existem 9 processos por infrações de natureza prudencial e 5 relacionados com atividade financeira ilícita. Entre os processos concluídos, 88 são de natureza comportamental, 16 prudenciais e 2 vinculados a atividade financeira ilícita.

Consequências e foco das intervenções

Os números divulgados sublinham que o foco do supervisor permanece na conduta das entidades e no cumprimento das normas de conduta, bem como em aspetos prudenciais que garantam a estabilidade do sistema financeiro. As coimas aplicadas — tendo em conta o valor total — indicam que o Banco de Portugal continua a recorrer a medidas sancionatórias financeiras para penalizar incumprimentos e dissuadir práticas irregulares.

  • 135 processos instaurados no 2.º trimestre de 2026.
  • 106 processos concluídos no mesmo período.
  • 3.424.500 euros em coimas aplicadas; 15.000 euros suspensos.
Categoria Instaurados Concluídos
Infrações de natureza comportamental 121 88
Infrações de natureza prudencial 9 16
Atividade financeira ilícita 5 2
Total de coimas aplicadas 3.424.500 € (15.000 € suspensos)

O peso das infrações comportamentais sugere áreas de atenção como o relacionamento com clientes, práticas de venda e cumprimento de deveres de transparência. Já as infrações prudenciais e as relacionadas com atividade ilícita, embora em menor número, mantêm a sua relevância devido às implicações para a solidez e integridade do sistema financeiro.

Perante estes dados, o Banco de Portugal reforça a sua posição enquanto vigilante activo do mercado, aplicando instrumentos sancionatórios que visam não apenas punir, mas sobretudo prevenir condutas que possam pôr em causa a confiança no sector bancário e a proteção dos consumidores. A divulgação regular destes relatórios permite acompanhar a resposta do supervisor às diferentes formas de incumprimento e avaliar tendências que poderão exigir orientações adicionais ou ações corretivas.

Tiago Marques
Tiago IA Jornalista de Economia online

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