O Boom Festival anunciou a criação do "Dia da Boomland", que estreia no dia 26 de setembro na Herdade da Granja, em Idanha-a-Nova. A iniciativa pretende consolidar a ligação entre a cultura do festival — que se realiza naquele espaço desde 2002 — e as comunidades locais, tornando a herdade um ponto de encontro aberto para famílias, jovens e organizações do território.
Um dia para conhecer projetos e celebrar uma década de investimento no Interior
Segundo o comunicado divulgado pelo festival à agência Lusa, a herdade não é apenas o local de realização do evento bienal, mas também um «lugar onde se desenvolvem projetos que beneficiam a paisagem, a biodiversidade e a regeneração da terra», com trabalho em curso desde 2010. Os responsáveis do Boom recordam ainda a decisão de reforçar o investimento naquela região, formalizada com a aquisição da Herdade da Granja no final de setembro de 2016.
“Mais do que um dia de portas abertas, o ‘Dia da Boomland’ é um convite para que as comunidades possam celebrar connosco este património coletivo.”
O programa do dia foi concebido para mostrar ao público os projetos ambientais que a organização tem vindo a desenvolver e que, segundo o próprio festival, já foram distinguidos a nível internacional. Entre as atividades constam percursos guiados pela natureza, visitas às esculturas e às peças de arte permanente espalhadas pela herdade, assim como concertos, oficinas de dança e sessões de ioga pensadas para diferentes faixas etárias.
- Data e horário: 26 de setembro, das 9h00 às 19h00;
- Entrada: livre;
- Atividades: percursos guiados, visitas de arte, concertos, oficinas de dança e ioga;
- Gastronomia: menu especial por Miguel Rocha Vieira, chef com raízes no distrito de Castelo Branco.
Na componente gastronómica, a organização anuncia um menu inspirado nas várias culturas da região, elaborado especificamente para o «Dia da Boomland» por Miguel Rocha Vieira, chef com distinções Michelin e ligação ao distrito de Castelo Branco. A proposta enmarca-se nos objetivos expressos pelo festival de promover o bem-estar e a ligação a um ecossistema que, afirmam, «pede o melhor de nós».
Significado cultural e territorial
A iniciativa surge num contexto em que projetos culturais com raízes no Interior procuram articular promoção cultural, preservação ambiental e desenvolvimento comunitário. Ao abrir as portas da herdade, o Boom pretende mostrar ao público local e nacional não só as infraestruturas e instalações artísticas, mas também os projetos de regeneração da paisagem implementados ao longo dos anos.
O «Dia da Boomland» é, assim, apresentado como uma celebração da relação estabelecida entre a organização e «as várias comunidades que vivem neste território do distrito de Castelo Branco», reforçando uma estratégia de proximidade que o festival vinha assumindo desde 2010 e que se consolidou com a aquisição da propriedade em 2016.
| Horário | Atividade |
|---|---|
| 9h00–12h00 | Percursos guiados pela natureza e visita a projetos ambientais |
| 12h00–15h00 | Serviço gastronómico com menu especial por Miguel Rocha Vieira |
| 15h00–19h00 | Visitas às esculturas, concertos e oficinas de dança e ioga |
Ao proporcionar acesso livre e atividades para diferentes idades, o evento posiciona-se como uma oportunidade para que residentes e visitantes percebam o trabalho de conservação e as intervenções artísticas que caracterizam a Boomland. Para a organização, a participação das comunidades locais foi «fundamental» nas decisões que marcaram a trajectória do festival e da gestão da herdade.
Com o anúncio do «Dia da Boomland», o Boom Festival reforça a sua presença no mapa cultural do Interior, procurando traduzir numa iniciativa pública a interseção entre festival, arte permanente, projetos ambientais e desenvolvimento local.