Entrada da BYD no segmento das pick-up aposta em eficiência e capacidade off-road
A BYD anunciou a sua primeira pick-up, designada SHARK, que introduz no mercado a tecnologia Super Híbrida Dual Mode Off-road (DMO). Destinada a clientes profissionais e particulares que exigem robustez e versatilidade, a SHARK conjuga componentes eléctricos e um motor a gasolina para entregar desempenho e autonomia competitivos.
"elevadas capacidades todo o terreno, prestações de referência e a possibilidade de realizar as deslocações do dia a dia em modo exclusivamente elétrico"
Com cabine dupla para cinco ocupantes e 5,46 metros de comprimento, a SHARK integra a aposta da BYD em ampliar a sua presença em segmentos mais exigentes. O sistema combina um motor 1.5 Turbo com dois motores eléctricos — um no eixo dianteiro e outro na traseira — resultando numa potência combinada de 436 cv e um binário total de 650 Nm. A aceleração dos 0 aos 100 km/h é declarada em 5,7 segundos, um valor que posiciona o modelo entre as pick-up de maior performance do seu segmento.
Do ponto de vista da propulsão eléctrica, a BYD destaca que a prioridade à condução sem emissões permite à SHARK percorrer até 90 km em modo 100% eléctrico segundo a norma WLTP. A autonomia combinada, com bateria carregada e depósito cheio, alcança os 675 km. A bateria utilizada é a conhecida Blade Battery com 32,2 kWh, integrada na estrutura do veículo.
O que muda para o mercado e para o utilizador
A introdução da SHARK traduz a intenção da BYD de transportar a sua experiência em híbridos para um segmento tradicionalmente dominado por motores térmicos. Para empresas e profissionais que utilizam pick-up, a combinação de autonomia eléctrica para deslocações urbanas e alcance total significativo pode reduzir custos operacionais e emissões, mantendo capacidade de tracção e desempenho fora de estrada.
- Versatilidade: cabine para cinco e combinação de conforto e funcionalidade.
- Eficiência: possibilidade de deslocações diárias em modo 100% elétrico.
- Desempenho: aceleração e binário comparáveis a modelos de maior cilindrada.
A BYD já tinha aplicado a sua tecnologia Super Híbrida em modelos de passageiros da gama DM-i, como o SEAL e o ATTO, e agora adapta esses princípios a um veículo concebido para suportar utilização mais agressiva e terrenos acidentados. A presença de motores nos dois eixos agrega tração melhorada e dinâmica que beneficiam empregues fora de estrada.
| Característica | Valor |
|---|---|
| Potência combinada | 436 cv |
| Binário combinado | 650 Nm |
| 0–100 km/h | 5,7 s |
| Autonomia elétrica (WLTP) | 90 km |
| Autonomia total | 675 km |
| Bateria | Blade Battery 32,2 kWh |
| Comprimento | 5,46 m |
| Lotação | 5 ocupantes |
Para o mercado europeu — e, por extensão, para Portugal — a SHARK representa um sinal da rápida evolução tecnológica dos fabricantes chineses, que trazem soluções híbridas e eléctricas para segmentos antes menos vocacionados para a electrificação. Resta saber como se posicionará o modelo em termos de preço, rede de assistência e homologação local, fatores determinantes para a adopção por frotas e clientes privados.
A chegada de um modelo com estas características pode também estimular a concorrência e acelerar a oferta de alternativas híbridas e eléctricas no segmento das pick-up, com impacto direto nas escolhas de empresas que procuram reduzir custos e emissões sem renunciar a capacidade e desempenho.