Persistência de falhas seis meses após a tempestade
Seis meses depois da passagem da depressão Kristin, continuam a registar-se falhas significativas nas redes de comunicações fixas que servem o distrito de Leiria. Os deputados do Partido Socialista eleitos pelo círculo de Leiria levaram o assunto ao Parlamento, questionando o Governo sobre os prazos previstos para a reposição integral de telefone, Internet e televisão a todos os clientes afetados.
Na pergunta entregue ao ministro das Infraestruturas e Habitação, os parlamentares referem que persistem “situações de centenas de famílias e empresas do distrito de Leiria sem acesso a serviços de telecomunicações fixas, designadamente telefone, Internet e televisão”. A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) informou, por sua vez, que existem cerca de 1.600 clientes ainda sem serviços fixos, sendo a região de Leiria a que concentra o maior número destes casos.
“continuam a ser conhecidas situações de centenas de famílias e empresas do distrito de Leiria sem acesso a serviços de telecomunicações fixas, designadamente telefone, Internet e televisão”
Impactos locais e pontos mais críticos
Os deputados apontam concelhos onde os relatos são «particularmente graves», nomeadamente Alvaiázere, Ansião e Marinha Grande. Segundo o documento parlamentar, as consequências sentem-se de forma diversa: empresas condicionadas no seu funcionamento, cidadãos impedidos de aceder a serviços essenciais, trabalhadores em teletrabalho forçados a abandonar o território e dificuldades na execução de trabalhos agrícolas devido a infraestruturas de rede ainda espalhadas pelos terrenos.
- 1.600 acessos fixos ainda afetados, segundo a Anacom;
- Concentração maior destas situações no distrito de Leiria;
- Concelhos com relatos mais graves: Alvaiázere, Ansião e Marinha Grande.
| Indicador | Valor / Observação |
|---|---|
| Acessos fixos afetados | 1.600 (menos de 1% dos inicialmente afetados) |
| Região mais afetada | Distrito de Leiria |
| Concelhos com casos graves | Alvaiázere, Ansião, Marinha Grande |
Questões colocadas ao Governo
Na iniciativa dirigida ao ministro Miguel Pinto Luz, os deputados do PS solicitam esclarecimentos sobre a avaliação governamental da situação, o número exacto de clientes ainda sem serviço e os prazos previstos para a reposição total das comunicações fixas. A entrega desta pergunta na Assembleia da República corresponde a uma exigência de transparência e de respostas concretas, tendo em conta o caráter essencial destes serviços para a vida quotidiana e para a atividade económica local.
Para os habitantes e empresas do distrito, a manutenção da incerteza prolonga prejuízos e dificulta a normalização das rotinas profissionais e familiares. A informação da Anacom de que se trata de «menos de 1%» dos acessos inicialmente afetados dá uma ideia da escala relativa do problema a nível nacional, mas não reduz a urgência das soluções nos pontos onde as falhas persistem.
Nas próximas semanas aguarda-se a resposta do Governo à pergunta parlamentar e um acompanhamento mais pormenorizado dos operadores e da regulação sobre os planos de intervenção local para garantir a restituição dos serviços. Para já, permanece a necessidade de mitigar impactos imediatos nos concelhos mais atingidos e de assegurar meios alternativos de comunicação para famílias e empresas ainda sem acesso.