Estado atual e queixas
O Centro de Saúde de Azambuja, inaugurado em 2006, continua a funcionar sem um sistema de climatização efetivo, situação que se agravou com o aumento das temperaturas. Segundo relatos de utentes e profissionais, as condições térmicas no interior do edifício são agora motivo de preocupação, com impacto no conforto e potencialmente na qualidade dos cuidados prestados.
Utentes descrevem as salas como muito quentes e referem que as ventoinhas colocadas provisoriamente são insuficientes para combater o desconforto. A questão mereceu intervenção na reunião do executivo municipal, onde a vereadora do PSD manifestou críticas e pediu esclarecimentos sobre a aplicação de fundos destinados à instalação de um sistema AVAC.
“As temperaturas no interior são altíssimas, tanto para utentes como para funcionários, nos gabinetes médicos e de enfermagem o calor é tanto que se transpira, uma vergonha”
Fundos do PRR e contrato-programa
Em 2024 foi assinado um contrato-programa com o Ministério da Saúde que previa a atribuição de 300 mil euros provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a instalação de um sistema de ar condicionado no centro. Apesar desta verba ter sido aprovada, a climatização ainda não foi implementada, conforme afirmou o vice-presidente da Câmara presente na reunião, que declarou desconhecer as razões do atraso e o calendário de execução.
Histórico do processo e posições locais
No Verão de 2025, o presidente da Câmara apontou um retrocesso no processo de adjudicação, sugerindo que a resolução estava prevista para prazo de dois a três meses. No entanto, não há indicação pública de adjudicação concluída nem de obra iniciada até ao momento, segundo as intervenções naquela sessão do órgão municipal.
Contexto e implicações
O atraso na instalação do sistema AVAC coloca questões sobre a gestão dos fundos públicos e sobre a capacidade de resposta na reabilitação e manutenção das infraestruturas de saúde. O Centro de Saúde de Azambuja serve uma população com necessidades de cuidados primários; a ausência de condições térmicas adequadas pode afectar tanto profissionais como utentes.
Dados essenciais
Factos apontados na origem desta notícia:
- Edifício inaugurado em 2006;
- 300 mil euros do PRR previstos em contrato-programa assinado em 2024 para instalar um sistema AVAC;
- Relatos de utentes e funcionários sobre calor extremo no interior;
- Autarquias admitem desconhecimento sobre o bloqueio atual do processo.
| Item | Valor / Data |
|---|---|
| Ano de inauguração | 2006 |
| Verba aprovada (PRR) | 300.000 € |
| Contrato-programa | 2024 |
| Estatuído retrocesso | Verão de 2025 |
Próximos passos e perguntas em aberto
Perante a incerteza conhecida na reunião do executivo municipal, ficam por esclarecer várias questões que interessam aos cidadãos e à administração do SNS: qual o estado administrativo da adjudicação; se a verba do PRR já foi transferida; qual o cronograma previsto para obra e entrada em funcionamento do equipamento AVAC. Estas respostas são essenciais para avaliar se o problema decorrerá de atrasos burocráticos, de questões contratuais ou de outra natureza.
Em suma, trata-se de um caso que cruza gestão de fundos europeus, políticas de saúde pública e condições materiais de funcionamento de um centro de saúde. A resolução deste impasse terá impacto direto no conforto dos utentes e nas condições de trabalho dos profissionais que ali prestam cuidados.