A bancada parlamentar do Chega/Açores apresentou um requerimento na Assembleia Legislativa dos Açores solicitando ao Governo Regional esclarecimentos sobre a prevalência da fibromialgia no arquipélago e sobre a capacidade do Serviço Regional de Saúde (SRS) para responder às necessidades destes doentes.
Inquérito sobre números e registos
No documento, os deputados apontam para a inexistência de dados epidemiológicos regionais específicos sobre a doença, que se caracteriza por dor musculoesquelética generalizada, fadiga, alterações do sono e défices cognitivos. O pedido inclui a identificação do número de doentes com diagnóstico confirmado na região e a existência — ou não — de registos ou bases de dados que permitam mapear a situação nas diferentes ilhas.
“Não se conhecem dados epidemiológicos específicos sobre a doença”,
A bancada do Chega defende que a falta de informação objetiva, aliada às limitações impostas pela condição insular e à dispersão geográfica do arquipélago, pode estar a dificultar uma avaliação adequada das necessidades destes utentes e a comprometer a igualdade de acesso a cuidados especializados entre as ilhas.
Pedido de estudo epidemiológico e implicações locais
Os deputados solicitam a realização de um estudo epidemiológico que permita quantificar a dimensão da fibromialgia nos Açores e orientar políticas de saúde pública, bem como intervenções clínicas e de gestão de recursos. Em comunicado citado pelo requerimento, Francisco Lima sublinha a importância de conhecer a realidade da doença para garantir cuidados eficazes e equitativos.
- Objetivos do requerimento: apurar número de diagnósticos e existência de registos regionais.
- Pedido adicional: realização de estudo epidemiológico.
- Preocupação central: acesso desigual a especialidades médicas entre ilhas pode agravar a subnotificação e o tratamento.
Para os habitantes do arquipélago, a questão traduz-se em preocupações práticas: se não houver mapeamento epidemiológico, será mais difícil planear consultas, encaminhamentos para especialidades, terapêuticas multidisciplinares e estratégias de apoio social e laboral que considerem a dispersão insular.
| Questão colocada | Pedido ao Governo |
|---|---|
| Número de doentes diagnosticados | Fornecer dados existentes por ilha e por ano |
| Existência de registos epidemiológicos | Confirmar se há base de dados regional e como aceder aos indicadores |
| Avaliação das necessidades | Realização de estudo epidemiológico específico |
O requerimento segue agora para apreciação e resposta por parte do Governo Regional e do Serviço Regional de Saúde. A resposta oficial deverá clarificar que dados existem, quais os mecanismos de registo e que medidas são planeadas para colmatar eventuais lacunas na resposta clínica e na vigilância epidemiológica.
Enquanto se aguarda essa resposta, especialistas e associações de doentes costumam sublinhar a necessidade de rotinas de diagnóstico uniformes, formação para profissionais de saúde nas ilhas menores e vias de referência que permitam acompanhamentos multidisciplinares. A ausência de estatísticas robustas impede, porém, uma avaliação rigorosa sobre a dimensão do problema nos Açores.