Alerta V1 ativado por aumento de sismicidade no vulcão do Pico
O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) actualizou o estado de vigilância para o vulcão do Pico, passando-o para o nível V1. A alteração decorre de um incremento da actividade sísmica naquela região, explicaram responsáveis do observatório.
O estabelecimento do nível V1 traduz um ligeiro desvio nos parâmetros monitorizados — neste caso, a sismicidade — relativamente aos valores de referência para a área. Em termos práticos, trata‑se de um sinal para intensificar o acompanhamento e a monitorização científica, não de uma indicação de perigo imediato para a população.
"este nível de alerta não indica uma situação alarmante, nem significa que uma erupção seja iminente"
Rita Carmo, geóloga do CIVISA, salientou que a alteração do indicador resulta de uma avaliação integrada dos dados geofísicos e geodésicos. Ainda assim, sublinhou a possibilidade de ocorrência de novos sismos sentidos pela população e recomendou medidas de preparação individual e colectiva.
- Rever e actualizar kits de emergência;
- Confirmar rotas de evacuação e pontos de encontro;
- Acompanhar informação oficial divulgada pelas entidades competentes.
O CIVISA e o Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos (IVAR) utilizam uma escala de oito níveis, que vai de V0 (repouso) a V7 (erupção com índice de explosividade muito elevado). A definição e a alteração de cada nível apoiam‑se na combinação de vários parâmetros monitorizados.
| Nível | Interpretação geral |
|---|---|
| V0 | Estado normal de repouso |
| V1 | Ligeiro aumento da instabilidade, acompanhamento reforçado |
| V7 | Erupção com índice de explosividade muito elevado |
Para os residentes e visitantes na ilha do Pico, sobretudo nos concelhos mais próximos da montanha, a recomendação é manter a calma, seguir as orientações oficiais e ter especial atenção a comunicados da Proteção Civil regional e do CIVISA. A geóloga realçou ainda a importância de não divulgar informação não confirmada e de recorrer apenas a fontes institucionais para actualizações sobre a situação.
As autoridades locais continuarão a monitorizar a actividade e a comunicar quaisquer alterações de forma célere. Até que surjam novos desenvolvimentos, a elevação para V1 serve como recordatório da necessidade de preparação e vigilância, sem motivar medidas de emergência imediatas.